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Marido de Kelly Key sofre AVC: veja os fatores de risco e sintomas da doença

Episódio com Mico Freitas reforça importância de reconhecer sinais e agir rápido

O recente episódio envolvendo o empresário Mico Freitas, marido da cantora Kelly Key, acendeu um alerta importante: após sofrer um AVC, ele apresentou sintomas súbitos e precisou de atendimento urgente, reforçando a necessidade de atenção aos fatores de risco e aos sinais da doença, que pode atingir pessoas de diferentes idades.

Aos 44 anos, o empresário teve dificuldades na fala e perda de coordenação enquanto estava em Lisboa. Segundo a cantora, a rapidez no socorro foi fundamental para evitar complicações mais graves. O caso evidencia como o AVC exige resposta imediata e pode fazer a diferença entre recuperação e sequelas permanentes.

Dados apontam a dimensão do problema: desde 2015, o AVC gerou impacto hospitalar superior a R$ 11 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS), com mais de 658 mil internações e 118 mil mortes registradas.

O que é AVC e por que é tão perigoso

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, seja por um coágulo (isquêmico) ou pelo rompimento de um vaso (hemorrágico). Sem oxigênio, as células cerebrais entram rapidamente em sofrimento.

O tipo mais comum é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 80% a 85% dos casos. Ele acontece quando uma artéria é bloqueada, impedindo a circulação adequada.

Especialistas alertam que a rapidez no diagnóstico é essencial, pois cada minuto sem atendimento aumenta o risco de sequelas graves ou morte.

Marido de Kelly Key foi internado – Foto: Redes Sociais

Sintomas que exigem atenção imediata

Reconhecer os sintomas do AVC pode salvar vidas. Os sinais mais comuns incluem:

  • Fraqueza ou dormência em um lado do corpo
  • Dificuldade para falar ou entender
  • Perda de coordenação e equilíbrio
  • Alterações na visão
  • Dor de cabeça intensa e repentina

Ao identificar qualquer um desses sintomas, o ideal é buscar atendimento médico imediatamente.

Fatores de risco

Os fatores de risco do AVC estão diretamente ligados ao estilo de vida e a condições de saúde. Entre os principais estão:

  • Pressão alta (hipertensão)
  • Colesterol elevado
  • Diabetes
  • Tabagismo
  • Sedentarismo
  • Sobrepeso
  • Má alimentação
  • Sono inadequado

Esses fatores contribuem para o estreitamento das artérias e aumentam o risco de formação de coágulos.

Fatores de risco de AVC em mulheres

Além dos fatores gerais, especialistas destacam condições específicas que aumentam o risco de AVC em mulheres:

  • Pré-eclâmpsia durante a gravidez
  • Complicações gestacionais
  • Endometriose
  • Uso de anticoncepcionais orais
  • Menopausa precoce
  • Terapia hormonal com estrogênio em idades mais avançadas

A atenção a esses pontos é fundamental para prevenção e monitoramento.

Jovens correm perigo?

Embora mais comum em pessoas mais velhas, o AVC também pode ocorrer em jovens. Nesses casos, podem estar envolvidos fatores como:

  • Doenças genéticas
  • Alterações na coagulação
  • Condições reumatológicas

Por isso, a investigação médica detalhada é essencial após um episódio.

Imagem: FreePik

Prevenção: como reduzir o risco?

A melhor forma de evitar o AVC ainda é a prevenção. Especialistas recomendam:

  • Manter uma alimentação equilibrada (como a dieta mediterrânea)
  • Praticar atividade física regularmente
  • Não fumar
  • Dormir bem
  • Controlar pressão arterial, colesterol e glicemia

Adotar hábitos saudáveis pode reduzir significativamente os fatores de risco e proteger a saúde do cérebro.

Impactos vão além da fase inicial

O impacto do AVC não termina após o atendimento emergencial. Muitos pacientes precisam de:

  • Reabilitação motora
  • Acompanhamento neurológico
  • Terapias cognitivas e de linguagem

Isso amplia os efeitos sociais e econômicos da doença, tornando a prevenção ainda mais importante.