Xuxa quebra o silêncio e comenta acusações de satanismo em discos; veja
Supostas gravações ocultas - quando se ouvia o disco de trás pra frente - é uma lenda famosa

A apresentadora Xuxa Meneghel, de 63 anos, voltou a se pronunciar sobre as antigas acusações de que seus discos conteriam mensagens subliminares de cunho satanista. Em publicação nesta quarta-feira (15), a “rainha dos baixinhos” reforçou que seu trabalho sempre teve como base conteúdos positivos, voltados ao público infantil.
A declaração veio após um vídeo do teólogo Alan Gentil, que explicou o fenômeno da pareidolia auditiva — quando o cérebro interpreta sons aleatórios como algo reconhecível. Segundo ele, isso ajuda a entender por que algumas pessoas acreditavam ouvir mensagens ocultas ao reproduzir músicas ao contrário, especialmente na época dos discos de vinil.
No conteúdo, Gentil também relembrou o impacto das acusações enfrentadas por Xuxa, impulsionadas por setores religiosos e programas sensacionalistas nas décadas passadas. “Só quem viveu sabe”, afirmou, ao defender que a artista foi alvo de ataques injustos e de um contexto marcado por intolerância religiosa.
Ao comentar a publicação, Xuxa agradeceu o apoio e fez um raro desabafo sobre o tema. “Você fez um carinho na minha alma. Meu coração agradece e se sente abraçado. Por muitos anos me perguntei por que deram tanta força ao diabo e não a Deus. Minhas mensagens sempre foram de alegria e amor”, escreveu.
Xuxa: acusações de satanismo
Nenhum outro rumor envolvendo a apresentadora gerou tanta repercussão quanto a falsa associação com o satanismo. As teorias começaram ainda em 1986, quando ela lançou o álbum Xou da Xuxa, pela Som Livre, durante seu programa na TV Globo. Na época, a possibilidade de tocar discos ao contrário alimentou interpretações de que músicas como “Meu Cãozinho Xuxo” e “Ilariê” escondiam palavras e frases de teor maligno.
As especulações ganharam novos contornos em 1992, com a música “Marquei um X”. Teorias conspiratórias chegaram a afirmar que a repetição da palavra “xis”, ao contrário, soaria como “six” (seis, em inglês), formando o número 666 ao ser dita três vezes — associação tradicionalmente ligada ao “número da besta”.
A apresentadora também foi alvo de críticas ao aprender Língua Brasileira de Sinais (Libras), quando o gesto de “eu te amo” foi interpretado por alguns como referência diabólica.
Xuxa já rebateu essas acusações em outras ocasiões. “Eu já ouvi algumas pessoas falando, lá no início: ‘ela tem um pacto com o diabo’. Alguém que tem um pacto com o cara lá debaixo não poderia ter nem um terço das coisas que tenho. Eu tenho uma relação de amizade, de amor, com o cara lá de cima”, afirmou.