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Crítica: E.T. – O Extraterrestre (1982) – Especial 40 anos

“E.T – O Extraterrestre” continua um dos maiores clássicos da aventura. Um filme que continua…

“E.T – O Extraterrestre” continua um dos maiores clássicos da aventura. Um filme que continua influenciando cineastas e em como trabalhar o fantástico com o familiar no cinema, mas sem cair para algo exageradamente infantil ou adulto demais.

Idealizado e dirigido por Steven Spielberg a partir de um roteiro escrito por Melissa Mathison, o filme consolidou de uma vez por todas as intenções de Spielberg em mudar a maneira como o cinema enxergava seres alienígenas. O plano teve início em 1977 com “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, onde o final apoteótico mostrava as intenções de paz entre humanos e aliens. E em 1982 com “E.T – O Extraterrestre”, temos mais uma vez um drama familiar, mas agora centrado na amizade entre um garoto do subúrbio norte-americano, chamado Elliot, e um E.T que é deixado para trás após uma fuga ligeira de seus relativos.

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Enquanto Spielberg coloca a ameaça adulta em suspense até o ato final, “E.T” é sobre família e abraçar o novo. O diretor já falou em inúmeras entrevistas que o longa foi a filmagem mais pessoal de sua vida, e foi durante as filmagens que se sentiu seguro em ser pai. Todos os elementos clássicos da carreira de Spielberg estão presentes em “E.T”. Seja o drama familiar de uma mãe solteira ou do pai ausente, como a pessoalidade que nunca sobressai a fantasia. Além da filmagem característica de trabalhar elementos do cenário gerando expectativa e suspense, ou os famosos close-ups nos olhos para evocar a emoção do personagem. Tudo isto mesclado com a trilha sonora inesquecível (e ganhadora do Oscar) de John Williams, que exala a inocência e o espírito juvenil da narrativa.

Revendo mais uma vez ao filme, é incrível como o tempo é, sem dúvida, o maior dos críticos. “E.T – O Extraterrestre” possui alguns efeitos especiais datados (porém, excelentes), mas nenhum deles prejudica a eficácia da história porque o interesse do texto não é o espetáculo visual – ainda que ele exista e seja extasiante (principalmente para a época). O filme entrega uma história mais pessoal, intimista e centrada em uma família. O resultado, 40 anos depois, permanece empolgante, divertido e emocionante. Spielberg conseguiu nos fazer se importar, e chorar, por um boneco – que, aliás, em nenhum momento é motivo de distração, pelo contrário, E.T tem muito mais carisma, simpatia e personalidade do que muitos atores humanos por ai.

Clássicos não são clássicos sem motivo, e “E.T – O Extraterrestre” tem qualidades para continuar eternamente seu legado de influência e emoções.

Indicado a 9 prêmios do Oscar (incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor), o longa ganhou 4 estatuetas douradas – de Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Edição de Som e Melhor Trilha Sonora Original.

E.T the Extra-Terrestrial/EUA – 1982

Dirigido por: Steven Spielberg

Com: Henry Thomas, Drew Barrymore, Peter Coyote, Dee Wallace…

Sinopse: Um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente, surge entre os dois uma forte amizade.

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