fugiu

Ex-BBB que inventou o termo ‘paredão’ está foragido por participar dos atos golpistas de 8/1

Mandado de prisão preventiva contra Adriano Castro continua em aberto

O ex-BBB Adriano Castro, conhecido por ter criado o termo “paredão” durante a primeira edição do Big Brother Brasil, está foragido da Justiça por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Atualmente com 57 anos, o artista plástico ganhou notoriedade nacional ao participar do BBB 1, em 2002.

Adriano causou polêmica na casa e ficou marcado como o “vilão” da edição. Ele foi o sexto eliminado do reality, deixando o programa com 74% dos votos, em um paredão disputado com Vanessa Pascale, vice-campeã daquela temporada. Apesar da curta permanência, entrou para a história do programa ao popularizar o termo que se tornaria símbolo do reality.

No entanto, o ex-BBB voltou ao noticiário por motivos bem diferentes. Em 6 de julho de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu um mandado de prisão preventiva contra Adriano Castro, sob o número 0069568-14.2023.1.00.0000.01.0003-08, que segue em aberto. Embora o documento tenha validade até 2043, a Justiça ainda não conseguiu localizar o investigado para cumprir a ordem de prisão.

Imagem: Redes Sociais

Na decisão, o ministro afirma que a liberdade do ex-BBB representa grave comprometimento da ordem pública. O mandado cita ainda outros investigados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos em Brasília.

Atualmente, Adriano se apresenta nas redes sociais com o nome “Didi Red Pill” e mantém um canal no YouTube com quase 500 mil inscritos, onde publica conteúdos sobre política e declara apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Após os atos de 8 de janeiro, Adriano deixou o Brasil e passou por diversos países. Segundo informações divulgadas pelo próprio ex-BBB, ele teria cruzado a fronteira com o Paraguai, seguido para Colômbia, Costa Rica, Panamá e Alemanha, até chegar à Polônia, no leste europeu.

Em uma transmissão ao vivo, Adriano afirmou que teria conseguido asilo político na Polônia, onde permanece atualmente. Mesmo fora do país, ele segue produzindo vídeos e transmissões para seu canal no YouTube.