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‘Não foi galanteio, foi invasão’: Paolla Oliveira se irrita com desconhecido que enviou flores

De acordo com jornal, atriz recebeu flores em seu endereço de um anônimo

A atriz Paolla Oliveira, 43, afirmou nesta sexta-feira (16), por meio das redes sociais, que teve seu endereço residencial acessado por um desconhecido, que enviou flores para sua casa sem autorização. Segundo ela, o caso configura invasão de privacidade e não deve ser interpretado como gesto de galanteio.

O episódio ganhou repercussão após a publicação de uma nota no jornal Extra, que relatava o envio de um grande volume de rosas à atriz. Paolla contestou a informação e disse que recebeu cerca de 30 buquês, e não milhares, como divulgado.

De acordo com a atriz, além do envio das flores, o responsável ainda registrou a entrega para gerar exposição pública. Paolla também relatou ter recebido um “manual” com orientações sobre como organizar os presentes dentro de sua própria casa.

No desabafo, ela associou o ocorrido a uma leitura cultural que, segundo afirma, ainda trata mulheres solteiras como se estivessem em situação de disponibilidade pública. Paolla encerrou recentemente seu relacionamento com o cantor Diogo Nogueira.

Ao final da publicação, a atriz fez um alerta a outras mulheres para que respeitem seus próprios limites e considerem sinais de desconforto diante de atitudes invasivas.

Leia o texto na íntegra:

“Já que isso virou assunto público, e ganhou uma relevância que, sinceramente, não deveria: vim aqui trocar só entre a gente 😉

Por alguma razão, alguém que não deveria ter, conseguiu meu endereço. Isso é grave. E mandou flores pra minha casa, sem que eu tivesse aberto esse espaço e ainda teve a capacidade de documentar isto para virar matéria (não assinada por nenhum jornalista) no jornal Extra, publicada na calada da noite, e sem a menor checagem.

Não foi um galanteio, foi invasão.

Vale esclarecer: não teve caminhão, não teve mil buquês, no máximo uns 30, eu não sei e nem me interessa quanto custou, não importa. O que importa é a reflexão. Tem uma chave cultural bem forte: muita gente ainda lê “mulher solteira” como um estado de disponibilidade pública.

E aí aparecem esses gestos “grandiosos” que, na prática, atravessam limites e viram até desconforto. No meu caso, além da invasão ainda veio um manual de como tudo deveria ser organizado na minha própria casa. De um desconhecido. É quase cômico, mas é sério. E diz muito sobre como alguém se sente no direito de dizer, dentro do meu espaço, que eu devo seguir um script.

Pra minhas mulheres solteiras: se te deu incômodo, confia no teu incômodo. Carinho de verdade respeita limite. Se cuidem. Um beijo.”