MotoGP Brasil: ser o piloto mais rápido não é o que vai decidir a corrida em Goiânia
Etapa do Brasil do MotoGP acontece em Goiânia entre os dias 20 e 22 de março. Veja por que é difícil fazer previsões

Entre os dias 20 e 22 de março, o mundial de MotoGP volta ao Brasil depois de 22 anos. A segunda rodada da maior competição de motovelocidade do planeta acontece no autódromo Ayrton Senna, em Goiânia – um circuito que sediou um grande prêmio de motovelocidade pela última vez no final dos anos 1980.
Para especialistas do esporte, o retorno a Goiânia cria uma situação peculiar porque nenhum piloto do grid atual correu nessa pista. Portanto, não há memória construída em corridas recentes, um banco de dados moderno, e, para completar, o desenho do circuito foi modificado há pouco tempo.
Outro fator a se observar é a previsão do tempo. Embora haja possibilidade de tempestades no dia na prova (domingo), é provável que as condições climáticas estejam diferentes na sexta, o que vai dificultar a realização de testes.
Isso significa que não há como fazer previsões seguras para o que vai acontecer no fim de semana. Ser o piloto mais rápido talvez não seja o mais importante, e sim aquele que primeiro vai se adaptar à realidade desconhecida de Goiânia.
Marc Márquez lidera as apostas para o MotoGP do Brasil
A Ducati chega com seis motos e com a estrela da franquia, o piloto espanhol Marc Márquez, de 33 anos. A imprensa especializada descreve Márquez como um piloto que geralmente se dá bem em circuitos novos. São quatro vitórias conquistadas nessas circunstâncias em toda a carreira.

Outro destaque é o novato brasileiro Diogo Moreira, que corre pela LCR Honda. Ele é o primeiro brazuca a correr em casa desde Alexandre Barros, já aposentado. Além do italiano Marco Bezzecchi, de Franco Morbidelli e do irmão de Marc, Alex Márquez.
A grande questão é: quem é o favorito para essa etapa?
O que se comenta nos bastidores é que os pneus Michelin terão dificuldades com o autódromo Ayrton Senna.
Explicando melhor: o circuito de Goiânia tem uma reta muito longa, o que favorece alta aceleração e, por consequência, vai exigir muito do sistema de frenagem das motos. Com a maior pressão sobre os freios, cresce também a demanda sobre os pneus – sobretudo no dianteiro.

O problema é que pilotos e mecânicos não ficaram satisfeitos com a resistência que a Michelin demonstrou na primeira etapa do MotoGP, realizada na Tailândia.
Acontece que todos os pilotos usam Michelin, ou seja: tende a ser uma prova instável. Embora Marc Márquez seja o favorito por tudo o que apresentou nos últimos anos, trata-se de um cenário aberto.

Vantagens de Márquez para corrida de Goiânia
Além de ser um piloto que geralmente se dá bem em pistas novas, o espanhol terá outras vantagens em Goiânia. A primeira é a quantidade de curvas à direita. São 14 curvas no total, e nove à direita, nas quais ele tem bom desempenho.
Outra vantagem dele é o bom desempenho da Ducati, que, como já foi dito, chega a Goiânia com seis motos no grid. Com seis motos, a coleta e análise de dados pode acontecer em tempo real – o que é uma ótima notícia em circuitos pouco conhecidos. A Ducati tem o melhor centro de análises da MotoGP, o que não pode ser subestimado.
Os seis pilotos da Ducati são Marc Márquez, Alex Márquez (o irmão), Fabio di Giannantonio, Francesco Bagnaia, Franco Morbidelli e Férmin Aldeguer.
Marco Bezzecchi: ameaça para Márquez
Outro competidor sobre o qual é importante falar é o italiano Marco Bezzechi, que corre pela Aprilia. A Aprilia chega com quatro motos e quatro pilotos talentosos: Jorge Martin, Raúl Fernández, Ai Ogura e o próprio Bezzecchi. Trata-se de uma equipe que também tem bom potencial para captação e análise de dados em tempo real.

Embora Márquez seja autoridade em pistas novas, Bezzecchi venceu a prova inaugural do circuito da Índia em setembro de 2023, demonstrando ser adaptável. Além disso, competiu com confiança no GP da Tailândia, que abriu a temporada.
Diogo Moreira: brasileiro correndo em casa
Não dá para falar de Brasíl e esquecer o novato Diogo Moreira, o único conterrâneo presente no grid em 2026. Na Tailândia, Diogo terminou em 13º lugar e conseguiu pontuar – o que deve deixá-lo empolgado para etapa de Goiânia.
Diogo está cumprindo apenas o primeiro dos três anos de contrato que assinou com a LCR, marca da Honda que está em franco crescimento e expansão na América Latina. O seu mentor é ninguém menos do que Mark Márquez, que dá demonstrações de carinho ao brasileiro.

Confira todas as provas da temporada de 2026 da MotoGP e o números de voltas de cada uma:
GP da Tailândia (26 voltas)
27/02 a 01/03
Circuito Internacional de Buriram
MotoGP Estrella Galicia 0,0 Grande Prêmio do Brasil (31 voltas)
20 a 22/03
Autódromo Internacional Ayrton Senna
GP dos Estados Unidos (19 voltas)
27 a 29/03
Circuito das Américas (COTA)
GP da Espanha – 24 a 26/04 (25 voltas)
Circuito de Jerez
GP da França – 08 a 10/05 (27 voltas)
Circuito de La Sarthe (Le Mans)
GP da Catalunha – 15 a 17/05 (24 voltas)
Circuito de Barcelona-Catalunha
GP da Itália – 29 a 31/05 (23 voltas)
Autódromo Internacional de Mugello
GP da Hungria – 05 a 07/06 (27 voltas)
Circuito de Balaton Park – 05 a 07/06
GP da República Tcheca – 19 a 21/06 (21 voltas)
Circuito de Brno
GP da Holanda – 26 a 28/06 (26 voltas)
Circuito de Assen
GP da Alemanha – 10 a 12/07 (30 voltas)
Circuito de Sachsenring
GP da Inglaterra – 07 a 09/08 (20 voltas)
Circuito de Silverstone
GP de Aragão – 28 a 30/08 (23 voltas)
Cidade do Motor de Aragão (MotorLand)
GP de San Marino – 11 a 13/09 (27 voltas)
Circuito Mundial de Misano
GP da Áustria – 18 a 20/09 (28 voltas)
Circuito de Spielberg
GP do Japão – 02 a 04/10 (24 voltas)
Circuito de Motegi
GP da Indonésia – 09 a 11/10 (27 voltas)
Circuito Urbano Internacional de Mandalika
GP da Austrália – 23 a 25/10 (27 voltas)
Circuito do Grande Prêmio de Phillip Island
GP da Malásia – 30/10 a 01/11 (20 voltas)
Circuito Internacional de Sepang
GP do Catar – 06 a 08/11 (22 voltas)
Circuito Internacional de Lusail – 10 a 12/04
GP de Portugal – 20 a 22/11 (19 voltas)
Circuito Internacional do Algarve
GP de Valencia – 27 a 29/11 (27 voltas)
Circuito Ricardo Tormo
Veja quem são os 22 pilotos que estarão no MotoGP 2026 em Goiânia
Ducati Lenovo Team
Marc Márquez
Francesco Bagnaia
Gresini Racing (Ducati)
Álex Márquez
Fermín Aldeguer
VR46 Racing Team (Ducati)
Fabio Di Giannantonio
Franco Morbidelli
Aprilia Racing
Jorge Martín
Marco Bezzecchi
Trackhouse Racing (Aprilia)
Raúl Fernández
Ai Ogura
Red Bull KTM Factory Racing
Pedro Acosta
Brad Binder
Red Bull KTM Tech3
Maverick Viñales
Enea Bastianini
Honda HRC
Joan Mir
Luca Marini
LCR Honda
Johann Zarco
Diogo Moreira (Brasil) 🇧🇷
Monster Energy Yamaha
Fabio Quartararo
Álex Rins
Prima Pramac Yamaha
Jack Miller
Toprak Razgatlioglu