VAI VOLTAR?

Clubes e governo debatem retorno dos treinos de futebol em Goiás

O retorno dos treinos dos clubes de futebol goianos foi discutido na tarde desta terça-feira…

O retorno dos treinos dos clubes de futebol goianos foi discutido na tarde desta terça-feira (26) em uma reunião representantes das agremiações, de árbitros, de jogadores e o governo no estado. O encontro foi promovido para debater a volta das atividades, proposta encabeçada pelo Atlético Clube Goianiense.

De acordo com o presidente do Dragão, Adson Batista, todos cumprirão protocolos previamente estabelecidos e argumentou que outros seguimentos já voltaram a funcionar.

“Temos condições de garantir a saúde dos jogadores. É preciso respeitar o princípio da liberdade individual. Se as igrejas e as academias já voltaram, temos que enfrentar de frente. Adquirimos equipamentos, medidores de temperatura. Jogadores estão perdendo massa muscular, com treinos paliativos”.

Adson ressaltou também que as famílias de funcionários do clube passam por dificuldades e apontou também a perda de patrocínio do Atlético. “Muitas famílias dependem dos funcionários do clube, todos assinaram um termo de responsabilidade. Vou encarar de frente, não podemos deixar a família deles em casa, sem proteção e o clube perdendo patrocínio”.

Discordando de Adson, o presidente do Goiás Esporte Clube, Marcelo Almeida, afirmou que o número de casos continua aumentando e que não há segurança legal para o retorno aos treinos.

“[…] não vejo segurança legal para os clubes e para os atletas retornarem aos treinos. Os números de infectados continuam aumentando. E sem uma posição legal, que garanta um protocolo rígido, não vejo como voltar. Poderíamos ser responsabilizados pelos problemas que aparecessem. Teríamos repercussões negativas nacionais e internacionais”, concluiu.

O presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, destacou que é necessário ter cautela no assunto e que a decisão precisa ser feita em acordo. “Se conseguirem retomar os treinos, pode ser um começo pra se pensar na retomada gradual do futebol. Mas isso só pode ser feito em comum acordo, pensando em todos”.

O presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais, Marçal Filho, é contra o retorno. Apesar de afirmar que os jogadores tem saúde diferenciada, ele ressaltou que é preciso pensar também nas famílias. “ele pode ser assintomático e transmitir para os seus parentes”, concluiu.

Decisão adiada

Depois do debate, ficou acertado que o Comitê de Operações de Emergências em Saúde para o Novo Coronavírus (COE) irá se reunir na quarta (26), para avaliar o possível retorno aos treinos.

O governador Ronaldo Caiado (DEM), falou sobre a reunião em live transmitida pelas redes sociais. Ele ressaltou que, em um treino de futebol, a possibilidade de espalhar o vírus é maior.

“Se você está de máscara e mantendo a distância, você está se preservando e preservando os outros. Agora quando você tem um treino de futebol, onde ninguém usa máscara, a sua capacidade de projetar gotículas ao gritar, ao falar com alguém, é muito maior”, disse o governador.

Caiado aproveitou para comentar também a decisão judicial que permitiu a abertura das academias. “As pessoas sabem que é um ambiente fechado, tem sudorese, as pessoas estão tocando em todos os aparelhos. Por mais que você queira ter um processo de limpeza ali, não deixa de ser um foco de contaminação”, concluiu.