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Com Tite no estádio, City vence Atlético e consegue vantagem na Liga dos Campeões

Focado na reta final de preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, o…

Focado na reta final de preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo, o técnico Tite esteve no Etihad Stadium nesta terça-feira e viu o Manchester City derrotar o Atlético de Madrid por 1 a 0, no jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, com um gol marcado por De Bruyne. Na partida de volta, marcada para 13 de abril, no Metropolitano, o time inglês jogará por um empate para avançar às semifinais.

Os brasileiros do lado vitorioso não puderam mostrar tanto a Tite. Ederson mal foi acionado, pois o time espanhol finalizou apenas duas vezes durante toda a partida, enquanto Gabriel Jesus, ausente da última convocação, entrou apenas aos 22 minutos do segundo tempo e não apareceu muito, a não ser quando tomou um cartão amarelo que o tirou do jogo decisivo. Fernandinho ficou no banco de reservas.

Do lado do Atlético, o treinador brasileiro viu o zagueiro Felipe e o lateral Renan Lodi jogarem durante os 90 minutos. Além disso, teve oportunidade de observar um pouco do futebol do atacante Matheus Cunha, que entrou aos 14 minutos, mas não teve muitas oportunidades lá na frente.

O Manchester City conseguiu estabelecer certa pressão no campo de ataque durante a primeira metade da etapa inicial e finalizou algumas vezes, mas as oportunidades ficaram escassas no decorrer da partida. Ainda que o time inglês tivesse larga vantagem na posse de bola, o Atlético de Madrid soube se posicionar bem para fechar os espaços e foi eficiente em neutralizar as jogadas adversárias.

Diante desse cenário, no qual os atleticanos se limitavam a segurar a pressão, o goleiro Ederson praticamente não participou do jogo. Em um dos raros lances de presença ofensiva da equipe madrilenha, uma troca de passes promissora morreu nos pés de Llorente, impedido no momento do toque. Assim, o Atlético não encerrou o primeiro tempo sem uma finalização sequer, situação que não vivia há 18 anos em um jogo de Liga dos Campeões.

A seca de finalizações chegou a ser encerrada no primeiro minuto da etapa final, quando Lorente bateu fraco, da entrada da área, já imaginando o que viria pela frente: ele estava impedido novamente. Os primeiros minutos foram de mais espaço para o time espanhol no campo adversário. O City, contudo, voltou a comandar as ações ofensivas.

Diego Simeone tentou potencializar o ataque com as entradas de Matheus Cunha, outro brasileiro para Tite avaliar, e Ángel Correa nos lugares de Llorente e Griezmann, respectivamente. Guardiola também fez substituições e, diferente do treinador rival, obteve uma resposta rápida. Foden, que entrou no lugar de Mahrez, foi o responsável por um passe preciso para De Bruyne, que chutou cruzado e abriu o placar, aos 24 minutos.

Atrás no placar, o Atlético teve que mudar a postura e começou a frequentar o ataque, ainda que sem criatividade para gerar lances de perigo. Assim, contabilizou apenas duas finalizações durante o jogo inteiro e saiu de campo satisfeito em não ter deixado o adversário marcar mais gols.