Protagonistas

Rei dos Clássicos x Rei dos Pênaltis: final do Goiano coloca frente a frente destaques individuais

Técnico do Atlético defende retrospecto impecável em clássicos; enquanto goleiro do Goiás carrega o status de decisivo nas penalidades

A final do Campeonato Goiano de 2026 tem roteiro pronto para heróis. De um lado, a invencibilidade em clássicos. Do outro, a frieza nas penalidades. No duelo entre Atlético e Goiás, a decisão coloca frente a frente dois protagonistas: o “Rei dos Clássicos” e o “Rei dos Pênaltis”. O Rubro-Negro chega embalado após eliminar o Vila Nova na semifinal. Já o Esmeraldino garantiu vaga ao superar a Anapolina nas penalidades máximas, com atuação decisiva do goleiro Tadeu.

Rei dos Clássicos

À frente do Atlético, Rafael Lacerda disputa sua segunda final consecutiva de Goianão. Em 2025, levantou a taça pelo Vila Nova, encerrando um jejum de 20 anos do Colorado. Desde que desembarcou no futebol goiano, o treinador ainda não sabe o que é perder um clássico.

São 11 clássicos disputados: seis vitórias e cinco empates, aproveitamento de 70%. O recorte mais recente foi justamente na semifinal, contra o Vila, com uma vitória e uma derrota, resultado suficiente para carimbar a vaga na decisão.

Apesar do retrospecto expressivo, Lacerda evita tratar o número como combustível individual e divide os méritos com o grupo.

“É bom, mas cada vez aumenta mais a pressão. Eu não toco nesse assunto com os atletas. Claro que isso é positivo, mas não é o eu, é o nós. O Lacerda é só a pontinha do que fica na beira do campo. Eu trocaria tudo por esse título. Se pudesse, perderia esses números para ser campeão aqui.”

O treinador também destacou a necessidade de retribuir a estrutura oferecida pelo clube.

“Em quase todos os clubes que passei eu conquistei algo. Não quero passar pelo Atlético e não ter uma conquista. O que o clube me oferece é muito grande em termos de estrutura e apoio interno. Preciso retribuir com título.”

Rei dos Pênaltis

Do lado esmeraldino, a esperança atende pelo nome de Tadeu. No Goiás desde 2019, o goleiro se consolidou como liderança técnica e emocional do elenco. Os números explicam o apelido: são 36 pênaltis defendidos na carreira, sendo 26 com a camisa alviverde.

E a fase é decisiva. Na mesma semana, o Goiás esteve envolvido em duas classificações decididas nas penalidades, contra o Gama, pela segunda fase da Copa do Brasil, e diante da Anapolina, na semifinal do Estadual. Em ambas, Tadeu defendeu uma cobrança e ainda converteu seu próprio pênalti.

“Disputa de pênaltis traz aquela emoção do coração, da alma. Fica todo mundo apreensivo. Mas quando o resultado é a favor, sai todo mundo mais leve. Estamos motivados pela oportunidade de disputar um título e o Goiás vai lutar com todas as forças para ser campeão.”

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Invencibilidade contra frieza. Estratégia contra instinto. A final do Goianão coloca em campo dois personagens acostumados a decidir. Atlético e Goiás se enfrentam neste sábado (7/3), às 16h, no Estádio Antônio Accioly, pelo jogo de ida da decisão estadual.