REUNIÃO

Dirigentes de clubes goianos avaliam proposta da CBF por liga única no futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol realizou, nesta última segunda-feira (06/04), uma reunião com dirigentes dos…

A Confederação Brasileira de Futebol realizou, nesta última segunda-feira (06/04), uma reunião com dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A proposta em pauta foi a criação de uma liga única no país, além do fortalecimento do futebol brasileiro. No encontro, o futebol goiano foi representado pelos três clubes da capital: Atlético (Adson Batista), Goiás (Leonardo Pacheco) e Vila Nova (Hugo Jorge Bravo).

Durante a reunião, a CBF apresentou estudos que visam a unificação do futebol brasileiro, diferente do modelo atual, no qual os clubes estão divididos em dois blocos, a Liga Forte União e a Liga do Futebol Brasileira. Sobre o tema, os dirigentes goianos comentaram a iniciativa e avaliaram de forma positiva a proposta da entidade que rege o futebol nacional.

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“Com a presença dos presidentes dos 40 clubes das Séries A e B, participei de uma reunião muito importante aqui no Rio de Janeiro, onde pela primeira vez estamos enxergando o caminho para a criação de uma Liga única no Brasil. Aspectos como organização, parte financeira, estrutural, calendário e todos os pontos necessários foram colocados em pauta, essa discussão ampla está sendo muito bem conduzida e traz muito otimismo para os próximos passos. O debate e a convergência entre CBF e clubes já está fazendo bem e vai trazer uma revolução ao futebol brasileiro”, comentou o presidente do Atlético, Adson Batista nas redes sociais.

O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que também esteve presente, avaliou positivamente a criação de uma nova liga, embora tenha destacado a possibilidade de conflitos de interesse, especialmente em relação à divisão de cotas financeiras por algumas equipes.

“A reunião foi um marco inicial de uma ideia de constituição de uma liga única no Brasil… Hoje somos a sexta liga mais forte economicamente e temos um potencial de sermos a terceira liga mais valiosa do mundo, segundo alguns estudos, mas uma série de situações precisam ser desenvolvidas e não pode ficar restrito a apenas a divisões de direitos econômicos. Vamos ter outras reuniões, onde possivelmente vai ter situações polemicas, por conta dessa divisão de receitas, porém ela não é a mais importante, porque está se discutindo a valorização do produto futebol brasileiro e isso é muito maior que a simples discussão do quando vai receber cada clube”, destacou o dirigente colorado.

Já pelo lado do Goiás, representado pelo diretor executivo Leonardo Pacheco, o clube não se pronunciou sobre a reunião.