Daniel Paulista questiona decisão da arbitragem em lance capital: “Foi determinante”
Para o treinador, houve pênalti em Jean Carlos; com o empate, decisão fica aberta para a volta na Serrinha

O empate em 1 a 1 entre Goiás e Crac, na noite de quarta-feira (11/2), pelas quartas de final do Campeonato Goiano, também ficou marcado por questionamentos em relação à arbitragem. Após a partida, o técnico Daniel Paulista comentou um lance envolvendo Jean Carlos dentro da área e avaliou que a jogada poderia ter sido revisada com auxílio do VAR.
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Para o treinador, houve falta no lance que poderia ter mudado o rumo da partida. A principal insatisfação foi pelo fato de o árbitro Gabriel Queiroz não ter ido ao monitor para revisar a jogada, mesmo com o auxílio do VAR disponível.
“Acho que é muito visível e para quem ainda tem o recurso da televisão durante a partida, viu que o atleta foi tocado. O árbitro tem o recurso do VAR e não vai ver. Fica esperando o VAR decidir, então, parece que o VAR apita o jogo. Então, são coisas que a gente praticamente não entende”.
Daniel foi além e afirmou que o episódio teve peso direto no resultado da partida, embora tenha reconhecido falhas da própria equipe ao longo do jogo.
“Na minha visão, isso também foi determinante para o resultado. Claro que a gente assume a responsabilidade pelo erro, por outras situações que acontecem dentro do jogo. Mas um erro claro, com a ferramenta do VAR à disposição, ele não pode ser passado de uma maneira tão simples assim. Fica-se esperando a decisão do VAR e o árbitro, que é o comandante das ações, não vai ver e tomar a sua decisão. Ele poderia até manter o que ele decidiu do campo, de não dar a penalidade, mas eu acho que valeria a consulta e ir lá analisar com as imagens para ver se ele entende, mantém a posição dele ou então ele muda”, completou o treinador.
Questionado sobre um possível receio em relação à arbitragem para o confronto de volta, marcado para sábado (14/2), no estádio Hailé Pinheiro, Daniel adotou tom mais ponderado. Disse não estar preocupado, mas reforçou a cobrança por melhor utilização das ferramentas disponíveis.
“ Não tenho preocupação quanto a isso. Eu só vejo que, da mesma forma que a gente é cobrado para tentar entregar um futebol de melhor qualidade, um time jogando cada vez melhor, a arbitragem também tem ferramentas que ela pode evitar o número de erros que acontecem. Então, é só isso que a gente pede. Eu acho que é aquilo que eu falei”, explicou Daniel Paulista.