“Não vai ter Brasa”, afirma Samir Xaud sobre nova polêmica envolvendo uniforme
Presidente da CBF esclarece que termo esteve apenas em ação de marketing e não fará parte do uniforme oficial

A possível inclusão da palavra “Brasa” no meião da Seleção Brasileira de Futebol gerou forte repercussão nas redes sociais e entre torcedores nos últimos dias. A proposta, ligada a uma ação de marketing da Nike, abriu debate sobre identidade, tradição e o respeito aos símbolos históricos da equipe nacional. Diante da polêmica, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud, veio a público, em entrevista à ESPN, para esclarecer a situação e descartar qualquer alteração no uniforme oficial de jogo.
“Pelo respeito que eu tenho com a bandeira do Brasil, que todos já sabem pelo respeito que eu tenho com a seleção brasileira não tem brasa no nosso uniforme principal. Isso foi feito em relação a Nike para essa campanha publicitária, isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto e é o verde e o amarelo, sempre deixo claro isso”, afirmou o presidente.
O dirigente também relembrou outro episódio recente envolvendo a identidade da Seleção, ao citar a repercussão sobre uma possível camisa vermelha , hipótese que, segundo ele, foi prontamente descartada pela entidade.
“Vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha. É uma coisa que de princípio nós já barramos, porque eu sei da nossa identidade, da nossa cultura como brasileiro, como torcedor. Essa questão do patriotismo eu sempre deixo claro. Independente de lado político, aqui nós não estamos para fazer política em cima do futebol, principalmente em cima da CBF”.
A polêmica em torno do “Brasa” ganhou força após imagens de lançamento e materiais promocionais indicarem a presença da inscrição no meião, o que gerou críticas de parte da torcida, que enxergou na possível mudança uma ruptura com a tradição da camisa mais vitoriosa do futebol mundial.
Apesar da repercussão, a posição da CBF é clara: o uniforme seguirá preservando seus elementos históricos. “Não, não vai ter, até porque isso é respeito. Eu falo muito em respeito em relação ao nosso uniforme, em relação à nossa bandeira. E o nosso nome é Brasil”, concluiu.
Dentro de campo, a Seleção volta suas atenções para o amistoso desta quinta-feira (26/3), quando enfrenta a Seleção Francesa de Futebol, às 17h (horário de Brasília), em Boston, nos Estados Unidos, marcando a estreia do uniforme azul na temporada.
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