Hélio dos Anjos crítica gestores de futebol com quem já trabalhou na carreira: “São péssimos”
Treinador se declarou autossuficiente para gerir o próprio trabalho

Em uma coletiva que deu o que falar, Hélio dos Anjos, treinador do Náutico, disparou contra dirigentes com os quais já trabalhou na carreira. Ele não citou nomes, mas fez questão de tirar Edgard Montemor, com quem esteve no Alvirrubro no ano passado, da “lista”. Além disso, ele fez questão de responder às críticas que recebe sobre ser “centralizador” nas tomadas de decisões.
“Mexe muito com as pessoas essa história de que Hélio dos Anjos manda, que Hélio não trabalha com executivo. Trabalho, só que os últimos que eu trabalhei são péssimos. Horríveis. Não decidem nada, não fazem nada. Numa hora como essa, estão debaixo da mesa, estão debaixo da cama da mãe”, dispara, fazendo menção ao momento de pressão por resultados na Série B […] Não mexem em nada, não assumem nada. Agora, se eu tiver condições de trabalhar com esses que assumem, que estão aqui na frente junto com a gente – não estou falando inclusive do último executivo que esteve aqui, não. Mas eu trabalhei com uns executivos aí no Brasil, que é brincadeira”, disparou.
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Na mesma linha de raciocínio, Hélio dos Anjos se declarou autossuficiente para gerir o próprio trabalho, sem a necessidade de um terceiro.
“O dia em que eu precisar de alguma pessoa que está do meu lado para me cobrar pelo trabalho, eu não sirvo mais para trabalhar no futebol. Eu não dependo da cobrança de ter o diretor que vem aqui. Sabe por quê? Porque na hora que estiver vindo, ele não vai vir. Porque vai ver o que está se fazendo, vai ver qual é a nossa linha de trabalho. Então, isso acaba pesando um pouco, mas faz parte”, completou.
Hélio também comentou sobre o proteste realizado pela torcida do Timbú
Além das críticas aos gestores do futebol, Hélio também comentou o protesto realizado por torcedores durante a semana no CT do Náutico, em que foi um dos alvos diretos. Segundo ele , sua relação é próxima do chamado “torcedor comum”.
“Eu não tenho que julgar comportamento de torcedor […] Agora, eu sou muito do torcedor comum. Esse torcedor, eu gosto de dar satisfação. Se eu encontro na rua, se eu encontro em qualquer ambiente, bato papo, falo do meu time, falo do momento […] Torcedor tido como de torcida organizada… E eu não posso nem citar, porque eu não posso confirmar que era torcida organizada. Eu tenho até um orgulho. Eu tenho 42 anos de bola, eu nunca dei abertura para torcida organizada. E não dou.