“Eu nunca pensei que isso aconteceria comigo” diz mulher vítima de racismo em Goianésia

A garçonete de Goianésia, sofreu injúria racial de um homem de 39 anos que recusou atendimento por ela ser negra

A garçonete Daianne Pereira, de 27 anos, voltou ao trabalho nessa quarta-feira, depois de ter sofrido injúria racial, de um homem de 39 anos que recusou o atendimento por ela ser negra. O suspeito foi preso e levado para delegacia da cidade. A vítima que trabalha em um comércio no setor Sul, em Goianésia, contou ao Mais Anápolis como se sentiu com a agressão.

“Eu me sinto uma pessoa forte, mas na hora eu não aguentei eu fui pro banheiro chorar. Eu jurava que isso nunca ia acontecer comigo”, disse Daiane.

À reportagem Daianne disse que tudo aconteceu na última segunda-feira (22) por volta das 22h30. “Já tinha um bom tempo que ele estava no estabelecimento consumindo bebidas alcoólicas e então pediu mais. No momento em que fui levar ele se recusou a receber a cerveja da minha mão por conta da minha cor de pele e disse que só voltaria no bar quando fosse atendido por uma garçonete “branquinha e bonitinha”, contou inconformada.

Ainda segundo a profissional, o homem gritava que não queria ser atendido por nenhum negro “Não quero ser atendido por essa ‘preta feia’ e nem por ‘preto nenhum’. Ele era muito agressivo, gritava alto e fiquei com medo dele fazer alguma coisa comigo”, pontuou.

O Mais Anápolis também entrou em contato com a delegada Alanna Duarte que cuida do caso e informou que o homem também perturbou um casal de mulheres. “Ele sentou na mesa delas, começou a perturbá-las e proferir ofensas falando que sapatão ia para o inferno”.

A Polícia Militar foi acionada e o homem que já tem passagem por violência doméstica, foi preso em flagrante e deve responder pelos crimes de injúria racial e racismo.