Ex-goleiro do Vila Nova e Seleção Brasileira, Wendell morre aos 74 anos

Wendell foi integrante da comissão técnica brasileira nos Mundiais de 1994, 1998 e 2006

Wendell, preparador de goleiro da Seleção Brasileira
Com títulos acumulados como goleiro e preparador, Wendell faleceu. Foto: Acervo CBF

O ex-goleiro Wendell, que defendeu o Vila Nova, entre outros clubes, e a Seleção Brasileira, faleceu na madrugada desta última segunda-feira (23), em Recife-PE. Aos 74 anos, ele foi preparador de goleiros durante três edições da Copa do Mundo pelo Brasil. Pelo Tigre, ele atuou entre os anos de 1984 e 1985, sendo ele o seu penúltimo clube na carreira.

Pelo Vila Nova, Wendell defendeu o clube no Campeonato Goiano de 1984 (quando foi campeão) e 1985, além de estar no Tigre na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. Naquela oportunidade, o torneio contava com 44 clubes e os goianos estiveram no grupo D, ficando na sétima colocação geral, enquanto Bangu (vice-campeão neste ano), Ponte Preta, Joinville e Brasil de Pelotas avançaram.

O ex-goleiro e preparador de goleiros, Wendell defendeu a Seleção Brasileira dentro de campo e atuou nas comissões técnicas nas Copas do Mundo de 1994, 1998 e 2006. Como jogador, Wendell vestiu a camisa da Seleção em sete oportunidades. Foram cinco vitórias, um empate e uma derrota, com apenas três gols sofridos e cinco jogos sem ser vazado. Como preparador de goleiros, ele esteve nas comissões técnicas comandadas por Carlos Alberto Parreira e Mário Zagallo nas Copas do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, da França, em 1998, e da Alemanha em 2006.

“Em nome da CBF e de seus colaboradores, desejo muita força aos familiares e amigos nesse momento, na certeza que o Wendell será sempre reconhecido por sua competência e espírito vitorioso”, disse o Presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Natural de Recife, Wendell trabalhou como goleiro no Santa Cruz, Botafogo (seis temporadas e meia), Fluminense, Guarani, Vila Nova e Ferroviário. Ele foi campeão da Taça Guanabara de 1974 e foi vice do Brasileiro de 1971 com a camisa do Botafogo, onde marcou história. Pelo rival, o Tricolor Carioca, conquistou o Troféu Teresa Herrera, na Espanha.