“Falei bobagem”, diz Vanderlan sobre áudio em que defende senador da cueca

Segundo ele, quando terminou o áudio percebeu que tinha dito algo que não condizia com sua ideia e deletou a gravação, mas alguém já tinha encaminhado

O candidato a prefeito de Goiânia Vanderlan Cardoso assumiu, em nova propaganda eleitoral, que o áudio vazado em que defendeu o senador Chico Rodrigues (DEM), pego com dinheiro na cueca, é verdadeiro. Mas que se arrepende do que disse. “Cheguei tarde em casa, peguei o celular e vi uma discussão no grupo dos senadores. Tentei falar uma coisa que não causasse constrangimento dentro do grupo. Acabei sendo extremamente infeliz no que disse. Não vou justificar o que falei. Falei bobagem.”

Segundo ele, quando terminou o áudio, percebeu que tinha dito algo que não condizia com sua ideia e deletou a gravação. Contudo, alguém já tinha encaminhado o áudio. “Já tinha se preparado para fazer uso político de uma fala infeliz minha.”

No fim, Vanderlan disse que reviraram sua vida e só acharam uma fala infeliz. “Então, avalie nossas propostas e me perdoe por dito aquilo da forma errada.”

Áudio

No áudio, divulgado pelo Mais Goiás em 16 de outubro, Vanderlan defende o senador Chico Rodrigues (DEM) – o parlamentar flagrado pela polícia com dinheiro na cueca – contra a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não podemos aceitar essa interferência, decisão absurda de um ministro do Supremo, que tomou decisão autoritária.”

À época, a assessoria do candidato disse que ele não defende “o senador do dinheiro na cueca”, mas a instituição Senado, que tem a competência de afastar ou não um congressista.

“A decisão monocrática do ministro do STF fere a instituição e as garantias constitucionais. Apenas uma decisão plenária, como prevê a nossa Constituição, pode afastar um parlamentar. Qualquer conduta irregular do senador Chico Rodrigues deve ser analisada pelo Conselho de Ética da Casa e, se comprovada dentro do processo legal, devidamente punida”, informou em nota, naquele momento.

Posteriormente, Vanderlan, por meio de sua assessoria, explicou que teve o objetivo de defender o Senado como instituição, já que Chico Rodrigues foi afastado do cargo em uma decisão monocrática do ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso. Para o candidato ao Paço, apenas uma decisão plenária, como prevê a Constituição, pode afastar um parlamentar. Qualquer conduta irregular deve ser analisada pelo Conselho de Ética da Casa e, se comprovada dentro do processo legal, devidamente punida.