Família faz confraternização para garis e pede justiça em Anápolis

Há um ano, a família repetiu gesto, mas infelizmente, no mesmo dia, acabou perdendo o filho mais velho em um acidente de trânsito

Juan Oliveira com os garis em Anápolis em confraternização. (Foto: Arquivo Pessoal)

Neste sábado (18) completa um ano em que uma família de Anápolis passou por dois momentos distintos no mesmo dia. Após realizar uma confraternização para garis, em um gesto de gratidão pela participação da equipe, na vida do filho autista, de 3 anos, Weslania Silva, teve que enterrar o filho de 16 anos vítima de acidente de trânsito.

Diferente do ano passado, a confraternização da família que aconteceu na manhã deste sábado (18), não contou com a participação de Dieliton Haryell Silva Roque. O jovem foi atropelado na Avenida Pedro Ludovico, em Anápolis, após um idoso, de 79 anos, fazer uma conversão errada em um dos cruzamentos da Avenida.

“Nós sempre iremos fazer esse café da manhã. O Dieliton antes de morrer, naquele dia, pediu para que esse gesto se repetisse sempre“, conta a mãe do jovem emocionada.

Café da manhã

Ao Mais Anápolis, o pai da criança e padrasto de Dieliton, Henrique Oliveira, diz que a atitude é um gesto de gratidão aos coletores por terem ajudado na evolução psicológica do filho de 3 anos e agora, também, com um pedido de justiça pelo enteado.

“Meu filho sempre fez tratamento com médicos e estes sempre disseram que a doença dele iria impedir de muita coisa. Ele não interagia muito, mas quando ouvia o barulho do caminhão, sempre queria ir lá fora para falar com os garis”, explica.

IMPUNIDADE

Henrique Oliveira disse ainda que, até hoje, a justiça não deu resposta sobre o acidente. “O processo não incriminou ninguém após um ano e a dor da minha mulher ainda é a mesma“, lamenta.