Familiares se adaptam para cuidar de crianças em meio a greve na educação em Goiânia

Movimento tem início a partir desta terça-feira (15) e não há previsão de quando vai acabar

Familiares se adaptam para cuidar de crianças em meio a greve na educação em Goiânia
Leidiane da Silva Lopes Peixoto é mãe de duas meninas, de 1 e 5 anos de idade. (Foto: Jucimar de Sousa - Mais Goiás)

Os servidores da rede municipal de Educação de Goiânia entraram em greve nesta terça-feira (15). Em meio a paralisação, muitas crianças não terão onde ficar. Isso porque, grande parte dos pais e/ou responsáveis estão no trabalho durante o período do dia. Até o momento, a categoria não tem previsão de retorno. Diante disso, muitos responsáveis precisarão se adaptar para cuidar das crianças e das carreiras.

A decisão de interromper as aulas foi tomada durante uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). Os servidores pedem que todos os professores, independente do salário atual, recebam aumento de 33,2%, mesmo aqueles que já ganham acima do novo piso, de R$ 3.845.

Leidiane da Silva Lopes Peixoto é mãe de duas meninas, de 1 e 5 anos de idade. Uma delas estuda no Centro Municipal de Educação Infantil Residencial Itaipu, na capital. Com a paralisação, a mãe pretende levar a filha mais velha com ela para o trabalho.

“Eu tenho uma loja, então vou ficar com as minhas duas filhas onde trabalho. Acho que todos os pais vão precisar se adaptar”, disse Leidiane.

Segundo a mãe, apesar de preferir que a filha fique no centro de ensino, ela compreende e concorda com as reivindicações dos servidores da educação. Ela argumenta que durate a pandemia muitos pais e responsáveis já tiveram a experiência de lidar com os filhos em casa.

“Quando a pandemia fez todo mundo ficar em casa, dei meu jeito. Foi bem difícil, quase fiquei doida tentando lidar com tudo. Mas se agora tem que ficar de novo para os professores receberem, eu acho justo. Eles trabalham, estão reivindicando seus direitos!”, opinou.

Alguns familiares ainda estão sem saber o que fazer em meio a greve na educação em Goiânia

Arli Alves dos Santos é mãe de uma menina de 3 anos, que estuda no CMEI Residencial Itaipu, na capital. A mulher disse que trabalha fora durante todo o dia, portanto, não tem com quem deixar a criança.

Arli Alves dos Santos é mãe de uma menina de 3 anos, que estuda no CMEI Residencial Itaipu, na capital. (Foto: Jucimar de Sousa – Mais Goiás)

Segundo Arli, pagar uma babá para cuidar da filha está fora de cogitação, pois o salário que recebe não é suficiente. Ela disse que não sabe o que fazer e que, por enquanto, está sem soluções.

A mãe detalhou ainda que não estava sabendo da paralisação, pois a unidade de ensino não avisou se irá ou não aderir ao movimento.

Entretanto, enfatizou que se o motivo da greve é para que os professores recebam o salário que merecem, ela está de acordo.

Quantos afetados?

A Secretaria Municipal de Educação (SME) diz ter 110 mil alunos em toda Goiânia. Contudo, como a greve foi declarada há pouco, ainda não é possível informar quantos deles estão sendo afetados.