Feirantes serão orientados sobre lei que obriga o recolhimento do lixo, em Goiânia

Medida prevê que feirantes terão que acondicionar resíduos em sacos plásticos para a Comurg recolher

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), inicia nesta sexta-feira (18), orientação aos feirantes da Capital sobre a Lei nº. 9.842. A ação ocorrerá na Feira do Atheneu Dom Bosco, no Setor Oeste, onde servidores da administração irão esclarecer sobre o lixo gerado em todas as feiras livres de Goiânia.

Denominada de Lixo Zero, a Lei prevê que o feirante faça toda limpeza da barraca, o recolhimento e ensacamento do lixo. Caberá à Comurg apenas coletar os sacos e dar a destinação final. O objetivo é evitar que resíduos como caixas de madeiras, cascas de frutas, verduras, palhas, alimentos e outros itens sejam descartados de forma irregular nas suas imediações.

Em Goiânia, existem 134 feiras livres que produzem uma média de 873 toneladas de resíduos orgânicos por mês. Antes da lei, os servidores da Comurg faziam a varrição, o ensacamento, a coleta, transporte e destinação final do lixo.

Para o gerente administrativo do Sindicato dos Feirantes e Ambulantes do Estado de Goiás, Luiz Henrique, a lei é eficiente e beneficia tantos os feirantes como os clientes e frequentadores. Segundo ele, na Capital, há 30 mil feirantes e todos receberão instruções contidas na legislação. 

De acordo com o presidente da Companhia, Edilberto Dias, a realização das feiras livres na cidade causam alguns transtornos aos moradores. “Os dejetos são deixados nas calçadas, causam mau cheiro e poluem as imediações. Com a lei, os feirantes vão ensacar todo lixo e assim que a Comurg passar, já recolhe. A medida promove mais limpeza e higienização”, destaca o gestor.

A Comurg informa que, para o trabalho, haverá 160 agentes de orientação do órgão com a responsabilidade de visitar as unidades para orientar os feirantes sobre a lei. Caso o feirante insista na prática de deixar os resíduos espalhados pelas calçadas e vias, o comerciante será penalizado com uma multa que varia entre R$ 170 a R$ 500.