Flávio Bolsonaro imita gargalhada do pai ao comentar sobre CPI da Covid: assista

Relatório da CPI pede indiciamento de 66 pessoas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro imita gargalhada do pai ao comentar sobre CPI da Covid: assista (Foto: Agência Senado)
Flávio Bolsonaro imita gargalhada do pai ao comentar sobre CPI da Covid: assista (Foto: Agência Senado)

Em entrevista coletiva que aconteceu nos corredores do Congresso Nacional nesta quarta-feira (20), o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) imitou a gargalhada do pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao comentar o relatório produzido pela CPI da Covid, que recomenda o indiciamento do presidente pela prática de nove crimes. Na opinião de Flávio, o pai reagiu à notícia como quem reage a uma piada.

“Eu acho que ele recebeu da seguinte forma: você conhece aquela gargalhada dele? Hahaha [gargalha forçadamente para imitar a risada do presidente]. Não tem o que fazer de diferente disso”, afirmou.

A CPI imputou ao presidente da República os seguintes crimes: epidemia com resultado; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, do Tratado de Roma; e crime de responsabilidade, previsto na lei 1.079/1950, por violação de direito social incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

CPI pede indiciamento de 65 pessoas, além de Bolsonaro

Além de Jair Bolsonaro, o relatório produzido pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) sugere o indiciamento de outras 65 pessoas e de duas empresas – que juntas teriam cometido um total de 23 crimes. O relatório foi apresentado nesta quarta e desagradou parte dos integrantes da CPI, como o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Renan desistiu de incluir Flávio Bolsonaro no relatório final. A intenção inicial era imputar a ele o crime de advocacia administrativa e improbidade administrativa, por ele ter intermediado uma reunião de representantes da Precisa Medicamentos no BNDES.