Frentistas iniciam greve contra postos que retiraram direitos

"Vamos mostrar para sociedade goiana os postos que retiraram os benefícios do trabalhador em plena pandemia", diz presidente do sindicato

Frentistas iniciam greve contra postos que retiraram direitos
Frentistas iniciam greve contra postos que retiraram direitos

O Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Goiás (Sinpospetro) iniciou, nesta terça-feira (19), a greve dos frentistas em Goiás. A primeira ação ocorreu em Aparecida de Goiânia.

A ação vai ocorrer por estabelecimento e, na quarta-feira (20), será um posto localizado na avenida T-6 com Castelo Branco, em Goiânia. Nesta terça, o movimento contou com cerca de 80 pessoas.

O presidente do Sinpospetro, Hélio Araújo, informou que, durante todo o mês de dezembro, a pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a categoria tentou realizar um acordo com o sindicato patronal, mas não teve sucesso. “Assim, decidimos iniciar a greve nesta terça.”

Na ação, o posto em Aparecida foi fechado e os presentes realizaram panfletagem e divulgação da ação por carro de som. “Vamos mostrar para sociedade goiana os postos que retiraram os benefícios do trabalhador em plena pandemia.”

Pautas

As principais pautas da categoria (que inclui frentistas, gerentes, auxiliares e funcionários de lojas de conveniência de postos de combustíveis) são benefícios perdidos como a cesta básica e plano odontológico, além da data-base, que é negociada desde março – período que deveria ter havido o reajuste.

Atualmente, a região metropolitana possui cerca de 1,7 mil postos. Segundo Hélio, cerca de 5% destes retiraram direitos dos trabalhadores. A greve foi definida em assembleia geral no último dia 9 de dezembro.

Questionado onde ocorrem as manifestações, neste momento, o presidente explica as ações ocorrem, “a princípio, nos postos onde trabalham os filiados que procuraram o sindicato”.

“O sindicato está em cima, participando. Não queremos briga com donos de postos, mas somos linha de frente. Não paramos de abastecer bombeiros, polícia e nem ninguém. Tivemos muitos contaminados na nossa categoria”, concluiu Hélio.