Gloria Groove busca retomar lugar no pop com ‘Bonekinha’ e ‘Lady Leste’

Cantora lança, nesta quinta-feira (17), carro-chefe de novo álbum. Projeto deve passear pelo rock e pelo funk

Gloria Groove busca retomar lugar no pop com Bonekinha e Lady Leste
Frame do clipe de Bonekinha da cantora Gloria Groove (Foto: Rodolfo Magalhães)

Pronta para retomar seu lugar ao pop, Gloria Groove lançou, nesta quinta-feira (17), Bonekinha. A faixa busca inspirações no rock, funk, trap e hip hop. “Estava com saudade de fazer pop, de sentir essa emoção. Experimentar com o pop é entender quais estilos vamos fundir para fazer algo com a minha cara”, disse a cantora.

Até porque, salientou, “o pop pode ser tudo”. “A grande sacada do artista pop é essa, se reinventar. O estilo de carreira que sempre admirei tem a ver com a reinvenção. Me sinto muito versátil e capaz de me explorar de novas maneiras”, explicou.

Bonekinha é o carro-chefe do quarto disco da cantora, Lady Leste, que ainda não tem data de lançamento, mas que, segundo a cantora, será o trabalho mais pop dela até então.

Além de um resgate às próprias raízes, a artista acrescentou que o disco é uma chance de ela contar melhor a sua história. “Quando me tornei a Gloria Groove, há cinco anos, foi necessário criar um mundo de fantasia. Hoje eu sinto a necessidade de fazer o caminho contrário e abrir meu coração de vez”, sublinhou.

Este mesmo caminho foi feito em 2020 no EP Affair, mas a estrada levava para outro ventrículo da cantora, já que proposta era totalmente diferente. Enquanto Affair mostra um lado mais sóbrio e sentimental de Gloria Groove – com muito blues e r&bLady Leste traz algo mais agressivo, criativo e, claro, pop.

O cerne, entretanto, ainda é o mesmo: “Sinto que tenho muita coisa para contar e confessar. Tem um monte de coisa que as pessoas não sabem sobre mim”.

Lady Leste

Gloria Groove promete que Bonekinha é só a porta de entrada para este mundo que ela criou. Lady Leste, além de um álbum, é uma personagem, um alter-ego, construído a partir das vivências de quando Gloria Groove ainda não era Gloria Groove, e sim Daniel Garcia, um adolescente de 14 ou 15 anos morador da Zona Leste de São Paulo. “Até o nome vem daí. Lado Leste, Lady Leste”, explica.

Este personagem pega fragmentos daqui e dali do Lado Leste da capital paulistana para compor um estilo próprio. Segundo Gloria, referências é o que não faltam por lá. “Uma coisa da qual a ZL entende é de estilo. E quanto mais para dentro da quebrada você vai, mais intenso isso fica”, pontuou.

Esta referência não é nenhuma novidade no trabalho de Groove e, inclusive, já foi trabalhado no primeiro disco da cantora, O Proceder, cujas faixas andavam mais pelo hip hop do que pelo funk ou pop. “Nesta fase da minha carreira, na qual eu mais estou sendo vista, é natural eu mostrar a minha história e dizer ‘tá vendo aqui, é de onde eu vim'”, sublinhou. “Sinto que é uma forma de reiterar que desde meu primeiro disco reafirmo meu amor e meu orgulho pela ZL. Lady Leste é um jeito de celebrar isso em caixa alta.

Carta de amor

Ela também explica que a personagem é “um ode a essas ‘ladys’, mulheres da minha família e que trabalham comigo; uma carta de amor a essas figuras que são do mesmo lugar que eu e são minha inspiração direta”.

E o que o jovem Daniel Garcia acharia de Lady Leste? “Meu eu que vivia em lanhouse e em rolês na porta de shoppings teria muito orgulho e seria muito fã da Gloria Groove”, afirmou. “Acho que ele também diria algo como: ‘caramba, como você guardou bem as referências que a gente juntou por tantos anos'”, brincou.