Goiânia pode ter taxa do lixo, afirma Iris

O prefeito disse em coletiva de imprensa que cada família poderá pagar em imposto “uma pequena taxa do lixo para ajudar a manter esse serviço”

A Prefeitura deve instituir taxa de lixo para os moradores. Foi isso que afirmou o prefeito da Capital, Iris Rezende (PMDB), em entrevista coletiva no Paço Municipal nessa segunda-feira (13). “Cada família, cada casa, cada prédio, cada apartamento poderá pagar em seu imposto uma pequena taxa do lixo para ajudar a manter esse serviço”, disse o prefeito. Iris acrescentou que Goiânia é a única Capital do país que não instituiu a taxa do lixo para resolver o problema da limpeza.

Segundo a Prefeitura, cidades que instituíram a taxa reduziram em até 10% a produção doméstica de resíduos. A medida visa incentivar a reciclagem do lixo. Ambientalistas e gestores defendem que cada cidadão seja responsável em gerenciar seu próprio lixo.

“Está comprovada que a taxa gera resultados positivos para as pessoas e empresas que conseguem receitas com a reciclagem e o meio ambiente também saem ganhando com a diminuição da produção de lixo”, acredita Paulo César Pereira.

Produção de lixo

De acordo com dados do estudo ‘Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado no ano passado, o goianiense produz 0,966 kg de lixo por dia, quantidade parecida com a média do Brasil que é de 1,040 kg por habitante. Brasília é a campeã, com 1,5 kg de resíduos coletados por dia, seguida do Rio, com 1,4 kg/dia, e São Paulo, com 1,2 kg/dia.

Os números são ainda mais assustadores quando levamos em conta que o país já está no mesmo patamar da Europa na produção de resíduos, mesmo tendo uma renda per capita quatro vezes menor. “Se por um lado o Brasil produz tanto lixo quanto a Europa, infelizmente o mesmo não se verifica sobre a reciclagem, enquanto eles superam 50%, faturando 1% do PIB, o Brasil perde 120 bilhões por ano, com taxas abaixo de 5% de reciclagem”, destaca o presidente da Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos de Goiânia (ARG), Paulo César Pereira.