Goiás tem 16 casos confirmados de H1N1 e um óbito pela doença

Hutrin descartou morte de paciente no dia 9 de março como sendo consequência da influenza A

Goiás já registrou 16 casos de H1N1, neste ano. Os números são da Secretaria do Estado da Saúde (SES), que garante que, apesar dos novos casos, não existe uma epidemia da doença no Estado. O vírus voltou a ser assunto depois de cinco casos da doença serem confirmados – sendo uma morte – em internos da Vila São Cottolengo, em Trindade.

Além dos seis casos confirmados em Trindade (cinco na Vila São Cottolengo), a SES registrou outros seis em Goiânia, dois em Aparecida de Goiânia, um em Anápolis e outra em Caturaí. Dos pacientes contaminados, há apenas um morte: um dos pacientes da Vila São Cottolengo.

Um dos óbitos suspeitos como sendo consequência da influenza A foi descartado. O paciente de 37 anos deu entrada no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) no dia 8 de março. Segundo a assessoria do hospital, o homem apresentou um caso de insuficiência respiratória e morreu na manhã do dia seguinte.

Nesta segunda-feira (19), o Hutrin divulgou uma nota informando que o laudo apresentado pelo  Serviço de Verificação de Óbito (SVO) à Vigilância Epidemiológica do Município de Trindade descarta H1N1 como causa da morte do paciente.

A gerente de vigilância epidemiológica da SES, Magna Maria de Carvalho, informou que dos casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), esse ano houveram 102, redução de 34% em comparação com o mesmo período de 2017, que registrou 159 casos. Além disso, ela confirmou junto ao Ministério da Saúde, que não será possível antecipar a vacinação contra H1N1. Seis pacientes contaminados ainda estão internados.

Vila São Cottolengo

Três dos cinco pacientes da Vila São Cottolengo contaminados pelo vírus H1N1 estão internados no Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). Além disso, segundo a assessoria de imprensa da unidade, outras duas pessoas contaminadas estão na Vila e são mantidas em locais separados e sob observação. Um outro interno está internado, mas não foi confirmado caso de influenza A.

Ainda segundo a entidade, o estado de saúde dos pacientes é estável. Magna reconhece que existiu um surto localizado na unidade de Trindade, mas que está controlado, com todas as medidas de prevenção e proteção aos pacientes e servidores sendo adotadas.

Para garantir a estabilização do surto, o Ministério da Saúde recomendou que seja feito um reforço da vacina, referente às cepas de 2017. Por isso, pacientes e colaboradores da Vila São Cottolengo vão ser imunizados contra a influenza a partir desta segunda-feira (19).

As vacinas aplicadas são referentes à campanha de 2017, compostas por cepas do Tipo A (H1N1) e Tipo B. Já a Campanha de 2018, que acontecerá entre os dias 16 de abril a 25 de maio, traz as cepas do Tipo A (H1N1 e H3N2) e do Tipo B.