Governo da Itália autoriza extradição de Henrique Pizzolato

Henrique Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão.

O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, deu parecer favorável na manhã desta sexta-feira ao pedido de extradição do governo brasileiro do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão. A partir de hoje, a Justiça do Brasil tem 15 dias para ir buscar Pizzolato e levá-lo à Penitenciária de Papuda, em Brasília.

No último dia 11, o Ministério da Justiça do Brasil informou que, em reunião, foi finalizado o texto da correspondência que seria encaminhado ao governo da Itália, contendo os compromissos do Estado brasileiro em relação à extradição de Henrique Pizzolato.

No entanto, não foram divulgados detalhes sobre o texto que foi fechado. A reunião ocorreu na sede do Ministério, em Brasília. Segundo o órgão, participaram do encontro o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot; e o embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, sub-secretário geral das Comunidades Brasileiras no Exterior.

Henrique Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão. Ele cometeu os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, segundo o STF.

Pizzolato fugiu em 2013 do Brasil com um passaporte italiano falso no nome do irmão, Celso, morto em 1978. O ex-diretor do BB foi preso em Maranello, no Norte da Itália, em 5 de fevereiro do ano passado.