Guedes recua e admite “licença temporária” para furar teto de gastos

O ministro disse que nenhuma família vai receber menos que R$ 400

Guedes recua e admite “licença temporária” para furar teto gastos
Guedes recua e admite “licença temporária” para furar teto gastos - (Foto: Agência Brasil)

O ministro Paulo Guedes recuou e admitiu “licença temporária” para furar o teto de gastos que vai incrementar o valor do Auxílio Brasil. O titular da pasta considerou ainda antecipar a revisão da regra, que estava prevista para ocorrer em 2026.

Segundo Guedes, o governo deve pedir o que chamou de “waiver” – renúncia da regra – e o espaço fora do teto será de R$ 30 bilhões, caso aprovado.

Após divergências, Guedes admite “licença temporária”

A mudança de ideia e de posição do ministro vem após um dia conturbado para a equipe econômica e os integrantes do governo, após o cancelamento do evento de lançamento do Auxílio Brasil.

Havia uma divergência entre as alas política e econômica do governo. De um lado, Guedes e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defendiam que o valor do subsídio não fosse de R$ 400.

Do outro, estavam João Roma, ministro da Cidadania e Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, intercedendo para emplacar o desejo do presidente Jair Bolsonaro.

Com a nova atitude, Guedes reforçou que nenhuma família vai receber menos que R$ 400.

Custos do Auxílio Brasil

A Reforma do Imposto de Renda era tida como fonte de recursos para um Auxílio Brasil permanente. Guedes cobrou responsabilidade no Senado, que não aprovou o projeto de reforma do Imposto de Renda.

A somatória levava em conta ainda a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que muda o pagamento de precatórios. Ela deve ser usada para abrir o espaço necessário para o programa.

Sem definição sobre os recursos, o governo federal pretende pagar R$ 400 para 17 milhões de famílias de baixa renda. O programa social deve custar aos cofres públicos R$ 84,7 bilhões em 2022.