Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar a ex, em Senador Canedo

Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado em regime fechado. Ainda cabe recurso

Um homem foi condenado a 23 anos de prisão por matar a ex namorada em Senador Canedo. O crime ocorreu em 2019. (Foto: PC - Divulgação)
Um homem foi condenado a 23 anos de prisão por matar a ex namorada em Senador Canedo. O crime ocorreu em 2019. (Foto: PC - Divulgação)

Manoel Wanderson de Almeida, de 30 anos, foi condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato da vigilante Keila Ribeiro Tinoco, de 41 anos. O crime ocorreu na porta da indústria onde a vítima trabalhava, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, em novembro de 2019.

O juiz João Correia de Azevedo Neto afirmou, na decisão proferida na última sexta (14), que o crime foi cometido por motivo fútil. Manoel era ex-namorado de Keila e não aceitava o fim do relacionamento.

“As consequências do crime foram graves, haja vista a perda repentina e prematura de uma vida humana que, além de ser mãe e avó, teria um grande futuro pela frente, mas teve seus sonhos e expectativas ceifados por uma ação de extrema violência”, apontou o juiz.

Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado em regime fechado.

Keila foi morta enquanto trocava de turno no trabalho. (Foto: reprodução)

Ex-namorado estava insatisfeito com o fim do relacionamento

Na época do crime, o homem alegou à polícia que estava “insatisfeito” com o fim do relacionamento e com o fato de a mulher estar se relacionando com outra pessoa. Vítima e autor foram namorados por apenas dois meses.

O feminicídio ocorreu quando Keila fazia a troca de turnos na empresa em que trabalhava como vigilante. O condenado teria furtado a arma de um colega da vítima e efetuado cinco disparos contra a mulher. Antes de morrer, ela ainda conseguiu dizer o nome do atirador para a polícia.

De acordo com as investigações, depois do crime, Anderson jogou a arma no Rio Meia Ponte e fugiu de ônibus para São Miguel do Araguaia, já que tem parentes que vivem por lá. A polícia realizou buscas pelo município e o localizou em um assentamento rural, onde ele se entregou e confessou o crime.

O home segue preso no presídio de São Miguel do Araguaia.