ICMBio nega ter usado retardante de fogo em área de preservação da Chapada

O governo de Goiás decidiu notificar o órgão federal ao ser informado que o químico, que não tem regulamentação em Goiás, teria sido usado na APA, área de competência estadual.

Após ser notificado por ofício pelo governo de Goiás, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) negou que tenha usado retardante de fogo na Área de Preservação Ambiental (APA) Pouso Alto, na Chapada dos Veadeiros, para conter o incêndio que se alastrou pela região por mais de 15 dias. A Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) decidiu notificar o órgão federal ao ser informada que o produto químico, que não tem regulamentação em Goiás, teria sido usado na APA, área de competência estadual.

O ofício [leia na íntegra], enviado no dia 13 de outubro, foi direcionado ao ICMBio, por meio do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, e questionou o uso de retardante na APA, sua composição “e possíveis impactos sobre a água, o solo, a fauna e flora da região”, uma vez que o químico não é regulamentado em Goiás e a Semad não foi consultada sobre seu uso.

Uma ação popular chegou a ser movida pedindo a proibição do uso de retardante de fogo e, na segunda-feira (19), um estudo que aponta os riscos que o produto pode causar ao meio ambiente foi anexado. Segundo o relatório, a substância pode provocar a morte de peixes e afetar o abastecimento de água na região na qual for jogado.

No entanto, conforme explica a Semad, em resposta ao ofício, o ICMBio informou que não fez uso do retardante de fogo na região da APA do Pouso Alto, no município de Alto Paraíso. Caso a resposta do órgão federal fosse positiva, segundo a Semad, seria questionada “em que localização, qual a sua composição e possíveis impactos sobre a água, o solo, a fauna e flora da região”.

O incêndio na Chapada

O Comando Unificado do Corpo de Bombeiros declarou, no domingo (11), o fim dos focos de incêndio na região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. As chamas tiveram início no fim do mês de setembro e atingiram cerca de 75 mil hectares.

Além da ajuda da chuva, cerca de 250 profissionais contribuíram no combate ao incêndio.