Idosa assassinada no Hugo será enterrada neste sábado (9) em Anápolis

Sobrinha de Neuza, Fernanda Correia, afirma que morte da tia traz indignação com a "irresponsabilidade do hospital"

Neuza Cândida, de 75 anos, morreu dentro do Hugo, em Goiânia (Foto: Reprodução - Arquivo Pessoal)
Neuza Cândida, de 75 anos, morreu dentro do Hugo, em Goiânia (Foto: Reprodução - Arquivo Pessoal)

A idosa Neuza Cândida, de 75 anos, assassinada nas dependências do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) na última quinta-feira (7) será sepultada em Anápolis neste sábado (9). Cerimônia está prevista para as 10h, no Cemitério São Miguel.

Corpo da idosa foi velado em Goiânia. Mulher teria sido vítima de asfixia durante internação na unidade de saúde. Suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado.

Idosa será enterrada em Anápolis

Cemitério São Miguel em Anápolis. (Foto: Reprodução Google)

O caso deixou familiares revoltados. Para a sobrinha de Neuza, Fernanda Correia, o sentimento que fica é de indignação e irresponsabilidade do hospital quanto ao ocorrido.

“Espero que quem cometeu esse crime fique muito tempo preso e que o Hugo seja responsabilizado por isso também”, relatou ela à reportagem.

Entenda o caso

Neuza chegou ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) após ter caído sozinha em casa. Na época, ela precisou ser internada, mas seu quadro clínico acabou se agravando. Depois de superar cirurgias, UTI, sedação e até um coma, a idosa se recuperava bem. Ela respirava via traqueostomia, mas ainda estava internada na enfermaria do hospital.

Entretanto, toda a evolução da paciente foi interrompida quando um homem entrou em seu quarto e a matou asfixiada, na noite desta quinta-feira (7). Até o momento, não se sabe a motivação do crime.

Suspeito alega inocência

O suspeito tem 47 anos, já está preso e se diz inocente. Ele alega ter ouvido a voz de Neuza pedindo por ajuda. Entrou no quarto onde ela estava e decidiu limpar a traqueostomia da mulher, que teria mexido a boca como se recusasse a ajuda.

Ele narrou que, mesmo assim, tentou limpar a boca da vítima, mas acabou tapando o buraco da traqueostomia com um dedo. Na versão do suspeito, por conta disso, a idosa parou de respirar e morreu no local.

Investigação

Ao Mais Goiás, o delegado Rhaniel Almeida disse que apurações iniciais apontam que o suspeito não possuía autorização para entrar no local em que a idosa estava internada.

Ele afirma que as equipes da corporação estão na rua para intimar os funcionários do Hugo para prestarem esclarecimentos. A corporação também procura por câmeras de segurança que possam ter registrado o ocorrido.

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