Imprensa repercute prisão de Marconi Perillo pela Polícia Federal em Goiânia

Veículos de comunicação do País deram a notícia do cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça Federal de Goiás: Caixa 2 em campanha

A prisão do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), na tarde desta quarta-feira (10), pela Polícia Federal (PF), gerou repercussão imediata na internet. A detenção aconteceu durante o depoimento do tucano, que estava agendado para às 15 horas, para esclarecer fatos sobre a Operação Cash Delivery, que apura repasses de caixa 2 para campanhas do tucano. Perillo chegou à sede da PF, no Setor Serrinha, duas horas antes, e recebeu a ordem de prisão expedido pelo juiz Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás.

IstoÉ: Marconi Perillo é preso ao prestar depoimento na PF" (Foto: Reprodução)

IstoÉ: Marconi Perillo é preso ao prestar depoimento na PF” (Foto: Reprodução)

A revista IstoÉ manchetou: “Marconi Perillo é preso ao prestar depoimento na PF”. A Agência Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação, informou: “Marconi é preso ao prestar depoimento na PF”. O Correio Braziliense informou: “Ex-governador de GO Marconi Perillo é preso por suspeita de receber propina”. Fábio Serapião, do paulista Estadão, deu título em duas palavras: “Perillo Preso”. O Tempo, de Belo Horizonte, repercutiu: “Ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) é preso”.

A TVS abertas Globo, Record e Bandeirantes informaram ao vivo o fato do cumprimento da prisão. Os canais pagos Globo News, Band News e Record News também noticiaram. A imprensa toda relembrou o conteúdo e os objetivos da operação policial.

O Estado de São Paulo descreveu em apenas duas palavras: "Perillo Preso" (Foto: Reprodução)

O Estado de São Paulo descreveu em apenas duas palavras: “Perillo Preso” (Foto: Reprodução)

OPERAÇÃO
A Operação Cash Delivery, desencadeada pela PF no dia 28 de setembro teve Perillo como alvo. A apuração policial iniciou após delações premiadas de executivos da Odebrecht. Eles afirmaram ter repassado R$ 12 milhões para campanhas de Marconi em 2010 e 2014, em troca de favores no governo. Para a PF, o ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) Jayme Rincón era quem recebia os recursos em nome de Perillo, que é apontado como chefe do esquema.

No dia 28 de setembro, além de checar endereços do tucano, agentes também prenderam Jayme Rincon, coordenador de campanha do governador derrotado nas eleições deste ano, José Eliton (PSDB). Rincón foi colocado em liberdade na sexta-feira (5/10), por decisão do desembargador federal Cândido Ribeiro.

Também foi preso motorista de Jayme, o policial militar Márcio Garcia de Moura. Na casa dele, a polícia encontrou maços de dinheiro em espécie. O filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincon também está entre os investigados. Ele foi colocado em liberdade por um habeas corpus, concedido na quarta-feira (3/10). O ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior também foram detidos. Apenas Márcio Garcia de Moura continua preso.