Internada com covid, goiana consegue na Justiça mesmo tratamento de Paulo Gustavo

A Justiça determinou que a Unimed providencie cobertura do tratamento com ECMO, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil

Foto; PebMed/Reprodução

Internada em estado grave na UTI de um hospital de Goiânia, uma mulher com Covid-19 conseguiu na Justiça que seu plano de saúde, a Unimed, arque com os custos do tratamento com ECMO, o mesmo que ficou conhecido ao ser aplicado no ator e humorista Paulo Gustavo. Uma vez que a família da mulher precisou do equipamento específico para o tratamento antes da decisão judicial, teve que desembolsar, até agora, o equivalente a R$ 126 mil.

Conforme a defesa da mulher, ela está internada com Covid-19 desde o dia 2 de abril. Após o agravamento de seu quadro de saúde, a equipe médica teria recomendado o suporte de oxigenação por membrana extracorpórea, o ECMO, que oferece auxílio circulatório e pulmonar ao paciente com coronavírus. No entanto, ao recorrer ao plano de saúde, a família teve o pedido de custeio do equipamento negado.

Impossibilitada de esperar mais, a família decidiu no dia 14 de abril custear ela mesma o tratamento, pagando, até o momento, o valor de R$ 126 mil. Vale destacar que o equipamento tem duração de 14 dias, o que forçaria a família a pagar mais R$ 106 mil no próximo dia 28, além do valor de R$ 4 mil a cada 48 horas para o tratamento.

Porém, em decisão proferida no último sábado (24), a juíza plantonista Alessandra Gontijo do Amaral argumentou que a Unimed “tem a obrigação legal de cobrir tratamento de emergência e urgência” e, segundo relatórios médicos do processo, ficou evidente a necessidade do ECMO, “caso que caracteriza-se como complexo e de urgência/emergência, cuja demora coloca em risco a vida da paciente”.

A magistrada, então, determinou que a Unimed providencie cobertura do tratamento com ECMO, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.