Jovem morre afogada em cachoeira após tirar selfie com amiga, em SP

Ela estava em uma pedra da cachoeira, fazendo selfie, quando escorregou e caiu na água. Família alega negligência do parque

Jovem morre afogada em cachoeira após tirar selfie com amiga, em SP

A jovem Maria Fernanda Fagundes Sobrinho, 19 anos, morreu afogada em uma cachoeira, no Parque Estadual do Rio Turvo, em São Paulo, no domingo (12). De acordo com amigos, ela estava em cima de uma pedra às margens da cachoeira, fazendo selfie com uma amiga, quando as duas escorregaram e caíram na água. Elas não sabiam nadar, mas a amiga conseguiu retornar para a margem e foi resgatada.

O corpo de Fernanda foi encontrado pelos bombeiros horas mais tarde. A Fundação Florestal, que administra o parque, informou que a jovem chegou por volta das 10 horas, em um grupo de 15 pessoas, entre amigos e familiares. No local, eles receberam instruções dos monitores para fazer a trilha e chegar à cachoeira. Por volta das 13h30, o grupo já havia passado pela cachoeira e estava voltando para a trilha, porém, Fernanda e a amiga voltaram para fazer uma última selfie.

“Onde a água cai tem um poço e uma cavidade de quatro a seis metros. As duas foram fazer selfie sozinhas, ninguém viu. Uma pessoa voltou e viu uma se afogando e a salvou. Não acharam mais o corpo da outra”, disse a assessoria da Fundação. “Foi uma fatalidade. Uma tristeza. Se ela não tivesse subido na pedra para fazer a selfie, provavelmente não teria morrido”, lamentou.

Família alega negligência do parque

Em uma rede social, o irmão da vítima fez um post afirmando que houve negligência do parque. “Não havia qualquer estrutura para atender aos banhistas. Não há sinalização alguma, e quando questionamos um funcionário do parque, ele disse desconhecer o ‘sumidouro’ e levou mais de 40 minutos para que alguém do parque descesse para ver a situação. Mais de uma hora e meia para chegar uma corda para que nós pudéssemos tentar salvá-la”, escreveu.

Segundo a Fundação Florestal, a cachoeira tem entre quatro e seis metros de profundidade e fica a cerca de 200 metros da sede da unidade. A caminhada até a queda d’água é autoguiada. “Nunca aconteceu nenhum acidente nesse parque. Ele é muito seguro. E a partir de agora, inclusive, a gente vai orientar mais para tomar cuidado, mas a cachoeira é tranquila, ela dá na cintura”, afirma a Fundação.

*Com informações do site UOL