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Jovem que atropelou namorada no MS dirigia a 95 km/h com ela no capô, diz perícia

A jovem morreu depois que o carro derrapou em uma curva na entrada de uma avenida, com o namorado perdendo o controle do veículo e batendo no meio-fio

A jovem morreu depois que o carro derrapou em uma curva na entrada de uma avenida, com o namorado perdendo o controle do veículo e batendo no meio-fio
A jovem morreu depois que o carro derrapou em uma curva na entrada de uma avenida, com o namorado perdendo o controle do veículo e batendo no meio-fio (Foto: arquivo pessoal)

Momentos antes do acidente que matou a jovem Mariana Vitória Vieira Lima, de 19 anos, o carro dirigido pelo namorado da vítima, Rafael de Souza Carrelo, também de 19, estava a 95 km/h. É o que diz a perícia, que enviou o laudo para o Ministério Público. O rapaz conduzia o automóvel pelas ruas de Campo Grande (MS) enquanto a moça estava pendurada no capô.

O caso aconteceu no dia 15 de maio. Mariana morreu depois que o carro derrapou em uma curva na entrada de uma avenida, com Rafael perdendo o controle do veículo e batendo no meio-fio. A jovem foi arremessada e o rapaz ainda acabou atropelando a namorada, segundo o que aponta as investigações.

Mais de quarenta dias depois do acidente, a perícia concluiu o laudo, que foi construído com base em informações recolhidas no local e também em imagens que mostraram o casal momentos antes do acidente. Para os peritos, o carro estava a 95 km/h momentos antes de entrar na avenida em que aconteceu a tragédia.

Ainda de acordo com o documento, a velocidade do automóvel foi fator determinante para o acidente. No laudo, é explicitado que o carro precisaria estar a, no máximo, 88 km/h para fazer a curva de entrada na avenida sem que houvesse perda de estabilidade.

O Ministério Público terá um prazo de 10 dias para se manifestar sobre o assunto e decidir se pedirá modificação no indiciamento de Rafael, já que ele responde por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele foi preso em flagrante no dia do acidente e acusado de homicídio por crime de feminicídio, mas a Justiça acatou a justificativa do jovem na audiência de custódia, de que o acidente aconteceu após uma brincadeira de casal.

A decisão mudou a tipificação do crime, além de transformar a prisão em flagrante para domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

Namorado mudou versão

Ao ser preso em flagrante, no dia do incidente, Rafael teria dito aos policiais que ele e Mariana estavam bebendo em um bar quando acabaram brigando e decidiram ir embora. Segundo essa versão, a jovem teria tentado impedir que ele saísse dirigindo embriagado e se pendurou no veículo para impedi-lo de sair.

No entanto, horas depois, em depoimento formal na delegacia, o suspeito mudou a versão e afirmou que os dois estavam bêbados e acabaram decidindo fazer uma brincadeira. Dessa vez, ele contou à polícia que ele foi o primeiro a subir no capô, com Mariana dirigindo o carro com ele pendurado e, depois, foi a vez dela ficar no capô para ele dirigir, momento em que houve o acidente.