Juiz veste camisa de time do coração em audiência e TRT analisa conduta

Fato aconteceu em maio deste ano, em Santo André, no ABC Paulista

Justiça apura conduta de juiz que vestiu camisa de time do coração em audiência (Foto: Instagram)
Justiça apura conduta de juiz que vestiu camisa de time do coração em audiência (Foto: Instagram)

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) apura conduta do juiz Diego Petacci, por vestir a camisa do São Paulo Futebol Clube em uma audiência. O fato aconteceu em maio deste ano, em Santo André, no ABC Paulista. Ele também é investigado por incluir a letra do hino do time para o qual torce na decisão que homologou um acordo trabalhista.

Diego Petacci decidiu homenagear o time do coração pela conquista do Campeonato Paulista, após nove anos sem vencer uma competição durante uma audiência virtual.  Ele não estava no Fórum Trabalhista da cidade na ocasião e conduziu a sessão de um lugar não informado.

O Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado foi aberto pela Corregedoria Regional do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

Juiz pode ser punido pelo TRT

O juiz corregedor Sérgio Pinto Martins, relator do processo contra Diego explica que “a conduta do Magistrado requerido configurou procedimento incorreto, agindo com falta de decoro, de compostura e em desacordo com o Código de Ética da Magistratura e com o cumprimento dos deveres do cargo”.

Como punição, é sugerido a Corregedoria do TRT “que é o caso de aplicação da pena de censura”. Assim, o Juiz seria punido com a pena de censura e não poderia figurar em lista de promoção por merecimento pelo prazo de um ano, contado da imposição da pena.

Juiz se defende no caso

Segundo o corregedor, Diego não usou a vestimenta adequada para um ato solene como a audiência que estava presidindo.

Ainda de acordo com o relator, Diego “dá mal exemplo para a sociedade” e que “não se faz respeitar o juiz que aparece na audiência vestindo a camisa do São Paulo Futebol Clube.”

O juiz do trabalho, Diego Petacci se defendeu no processo alegando que “não destratou as partes e que não vai mais fazer o ato de colocar hino na ata e de fazer audiência sem paletó ou com camiseta de clube”. E que não foi a sua intenção “desrespeitar as partes, o Tribunal ou a carreira”.