Justiça arquiva inquérito de caseiro preso por suspeita de ajudar Lázaro

Na decisão, a juíza apontou "a falta de indícios mínimos de autoria e materialidade"

Lázaro Barbosa (Foto: Reprodução)
Lázaro Barbosa (Foto: Reprodução)

Em decisão proferida na noite da última terça-feira (6), a juíza Luciana Oliveira de Almeida Maia, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), determinou o arquivamento do inquérito policial contra o caseiro Alain Reis, de 32 anos, que havia sido preso por suspeita de de ter ajudado Lázaro Barbosa em sua fuga da polícia. No documento, a magistrada apontou “a falta de indícios mínimos de autoria e materialidade”.

Alain havia sido preso no dia 24 de juho, junto com seu patrão, o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, acusados de ter, suspostamente, auxiliado o criminoso Lázaro a fugir da força-tarefa montada para sua captura. Porém, não houve indicídios do tal crime por parte de Alain e o caseiro foi liberado após passar por audiência de custódia.

A promotora de Justiça de Cocalzinho de Goiás, Gabriela Starling Jorge Vieira de Mello, chegou a afirmar que Alain “não tinha domínio, influência ou mesmo consciência clara da atuação dolosa e espúria praticada pelo seu empregador”, se referindo a Elmi.

Em entrevista à revista IstoÉ, Alain revelou estar vivendo de doações e à procura de um emprego, na tentativa de continuar com sua vida e sustentar seus filhos.

Fazendeiro tornou-se réu

Ao contrário de Alain, Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, acusado de ter auxiliado Lázaro Barbosa, tornou-se réu e deve responder às acusações de favorecimento pessoal, posse irregular de arma de fogo de uso permitido, e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Além disso, a Justiça também negou o pedido de revogação de prisão preventiva de Elmi, que está detido desde 24 de junho.

A juíza Luciana Oliveira de Almeida Maia, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), entendeu que os elementos obtidos pela investigação são suficientes para a instauração do processo penal, ao aceitar a denúncia do Ministério Público. Já o inquérito contra o caseiro Alan Reis Santana, que também chegou a ser preso por suspeita de ter ajudado Lázaro, foi arquivado por falta de provas.

A reportagem do Mais Goiás tenta contato com a defesa de Elmi Caetano. O espaço permanece aberto.

Confronto com a polícia e morte

Lázaro Barbosa de Sousa foi morto no dia 28 de junho em Águas Lindas de Goiás, Entorno do Distrito Federal, em um confronto com policiais após 20 dias de uma caçada ininterrupta. O homem era acusado do assassinato de uma família de quatro pessoas, crime ocorrido em Ceilândia, além de vários outros como latrocínio, estupro, roubo e desacato.

As buscas por Lázaro mobilizaram quase 300 policiais e o uso de helicópteros, drones, cães farejadores e até estações de rádio.