Justiça bloqueia R$ 5 milhões em bens de ex-prefeito de Quirinópolis

MP apurou irregularidades em contratações seguidas de empresa especializada em limpeza urbana

Ex-prefeito de Quirinópolis, Gilmar Alves (Foto: Reprodução)

A Justiça decretou indisponibilidade de bens do ex-prefeito de Quirinópolis, Gilmar Alves, da empresa Prestbras Prestadora de Serviços Brasil Ltda–ME e de seu proprietário, Carlos Cezar Ferreira, até o valor individualizado de R$ 5.105.574. A decisão tem relação com investigações do Ministério Público que apurou irregularidades em contratações de empresa especializada em limpeza urbana.

Segundo apurou o promotor de Justiça Augusto César Borges Souza, entre os anos de 2017 e 2019, o município de Quirinópolis e a Prestbras celebraram diversos contratos administrativos e termos aditivos, todos voltados ao fornecimento de mão de obra terceirizada para realização de serviços de limpeza urbana e predial e manutenções urbanas em geral, que totalizaram R$ 16.397.955,41.

No entanto, o Ministério Público aponta ter detectado “inúmeras ilegalidades e vícios insanáveis” nos procedimentos licitatórios e contratos administrativos. Segundo o promotor de Justiça, os procedimentos foram fraudados para garantir, em diversas ocasiões, o direcionamento das contratações e a execução superfaturada dos contratos firmados com a pessoa jurídica.

Contudo, a fraude somente teria sido possível com a participação do ex-secretário de Obras e Urbanismo, Alex Gomes Silva, do ex-superintendente de compras, Marcelo José Da Silva, e do advogado Môsar Antônio de Oliveira. Outros servidores também foram investigados por “conivência e participação acessória”.

O Mais Goiás tenta contato com os citados. O espaço está aberto para a livre defesa.