Justiça libera um dos acusados de matar adolescente em Palmeiras de Goiás

Ministério Público de Goiás denunciou Hélio e outras três pessoas por ter matado o adolescente por motivo fútil

Justiça libera um dos acusados de matar adolescente em Palmeiras de Goiás (Foto: Reprodução - Redes Sociais)

O desembargador Ivo Fávaro do Tribunal de Justiça de Goiás expediu alvará de soltura, na última sexta-feira (17), para Hélio de Oliveira Gomes Júnior, acusado de matar e enterrar o corpo do adolescente Wanderson Chaves Leite, de 17 anos. Wanderson desapareceu em Palmeiras de Goiás no dia 24 de outubro desse ano e o corpo dele só foi encontrado no dia 2 de dezembro.

Na decisão, o desembargador entendeu que há “ausência de motivação concreta da necessidade da constrição, comganho para as investigações, imperiosa a soltura do paciente”. A defesa apontou que não se preenchem os requisitos para prisão temporária, já que o acusado compareceu espontâneamente na delegacia para prestar esclarecimentos.

O Ministério Público de Goiás denunciou Hélio e outras três pessoas por ter matado o adolescente por motivo fútil e com emprego que impossibilitou a defesa da vítima, que passou mais de 11 dias para ser encontrada.

Quatro pessoas ocultaram o corpo após o crime

O corpo da vítima foi embrulhado em uma lona e amarrado com uma corda. Hélio, Dimar, Carlos e Regimar teriam enterrado a vítima em um buraco escavado com uma retroescavadeira em uma fazenda localizada em Cezarina, de acordo com o que consta na denúncia.

Dimar de Sousa Cruz, Carlos Caetano da Silva e Regimar Rodrigues de Sousa foram denunciados por ocultação de cadáver em concurso de pessoas.

Ainda segundo o promotor, o inquérito policial apontou que Wanderson foi morto a tiros desferidos por Hélio, por volta das 2h40 da manhã do último dia 24 de outubro. O crime aconteceu em um galpão localizado na GO-050, na zona rural de Palmeiras de Goiás.

O corpo da vítima foi embrulhado em uma lona e amarrado com uma corda. Hélio, Dimar, Carlos e Regimar teriam enterrado a vítima em um buraco escavado com uma retroescavadeira em uma fazenda localizada em Cezarina, de acordo com o que consta na denúncia.

Acusado teria discutido com adolescente em bar

Segundo o MP, Hélio chegou a um bar embriagado, dirigindo uma caminhonete, por volta da meia-noite. O adolescente estava no local. O homem teria se irritado por não ser atendido da forma que queria, desceu do veículo, sacou a arma de fogo e foi até ao balcão do estabelecimento, onde a vítima estava.

Já no balcão, o acusado se aproximou da vítima e teria, inclusive, encostado a arma de fogo no rosto de Wanderson. O dono do bar pediu para que Hélio fosse embora, mas o homem não lhe obedeceu.

Em seguida, o acusado passou a conversar com a vítima em uma mesa do lado de fora do bar. Ele desferiu um disparo para o alto, situação que assustou Wanderson e um amigo que estava com ele. Ambos foram embora, mas foram perseguidos pelo homem e convencidos a entrar na caminhonete de Hélio.

Os três passearam pela cidade e Hélio deixou o amigo da vítima em casa. Wanderson continuou dentro do carro. Após 40 minutos, Hélio teria sentido falta do aparelho celular e acusou o menor de ter furtado eletrônico, de acordo com o MP.

Hélio, então, levou o adolescente para um galpão de maquinário que possui. Os dois foram até um caminhão onde Dimar dormia e, depois, para a cozinha. Houve uma nova discussão entre o Hélio e Wanderson, resultando em um disparo no ombro da vítima.

Logo em seguida, Hélio foi ao escritório, pegou uma espingarda e atirou e na cabeça e no corpo do adolescente.

O homem, então, ligou para Carlos Caetano e Regimar, que embrulharam o corpo da vítima, carregaram até a caminhonete e levaram para a fazenda, onde ocultaram o cadáver.