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Liga Italiana também vetará ida de atletas convocados, e Brasil pode perder laterais

Danilo e Alex Sandro são dois jogadores da seleção brasileira que atuam na Liga Italiana

Alex Sandro e Danilo disputam a bola em treino da Juventus
Alex Sandro e Danilo disputam a bola em treino da Juventus. Foto: Divulgação - Juventus

A liga italiana de futebol anunciou nesta quarta-feira (25) que, assim como a liga inglesa e a espanhola, não vai liberar os jogadores que foram convocados por suas respectivas seleções para disputarem as Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar.

A liga italiana não liberou atletas que jogariam em países ‘de risco’ e alegou que, no retorno à Itália, seria preciso fazer um isolamento de dez dias, argumentando que isso causaria uma ‘disparidade competitiva’.

Na convocação inicial de Tite para os jogos contra Chile, Argentina e Peru, apenas os laterais Danilo e Alex Sandro jogam na Itália, ambos na Juventus.

O Campeonato Inglês também adotou essa postura, barrando a ida de jogadores aos países considerados como ‘de risco’ em relação à covid-19 e, com isso, Alisson, Ederson, Thiago Silva, Fabinho, Fred, Gabriel Jesus, Raphinha, Roberto Firmino e Richarlison foram afetados.

O Campeonato Espanhol, por sua vez, destaca o impacto negativo da ampliação da data FIFA Sul-Americana para 11 dias e, com isso, Casemiro e Éder Militão, ambos do Real Madrid, seriam os jogadores afetados no caso da Seleção Brasileira.

Veja o comunicado da liga italiana:

“A Liga Nacional Profissional Serie A anuncia que, por ocasião da janela da FIFA de setembro de 2021, apoiará a decisão de seus clubes de não liberar jogadores convocados pelas seleções nacionais para jogarem em países nos quais o retorno à Itália está previsto com o isolamento fiduciário em conformidade com as disposições da legislação em vigor no campo dos vírus Sars – Cov – 2.

Caso contrário, a decisão da FIFA de não estender as exceções às chamadas de países onde há uma obrigação de quarentena no retorno (circular FIFA 1749) e as diferentes limitações relacionadas à propagação da pandemia criariam disparidades competitivas para equipes que permitem que seus membros viagem a esses países.”