Luciano Musse, preso no caso MEC, é irmão de ex-diretor da Agetop investigado

Marcos Musse foi alvo da Polícia Civil em ação de 2020 por supostos desvio de recursos das obras do Aeródromo de Mambaí; caso ainda tramita na Justiça

Luciano Musse, preso no caso MEC, é irmão de ex-diretor da Agetop investigado
Luciano Musse, preso no caso MEC, é irmão de ex-diretor da Agetop investigado (Foto: Arquivo Pessoal)

O ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), Luciano de Freitas Musse, foi preso em Goiânia durante operação da Polícia Federal (PF) que também culminou na prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e do pastor Gilmar Santos, na quarta-feira (22). Vale citar, ele é irmão de José Marcos de Freitas Musse, ex-diretor da antiga Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop, hoje Goinfra), que foi alvo em operação da Polícia Civil, em 2020.

Na ação da Polícia Civil de 2020, a corporação investiga ex-servidores da Agetop suspeitos de fazerem parte de uma associação criminosa supostamente associada com empresas privadas, para estruturação e desvio de recursos das obras do Aeródromo de Mambaí, nos anos de 2014 a 2018.

À época, a defesa de José Marcos Musse declarou que a operação era “mais uma medida contra agentes do Governo passado sem qualquer lastro com a realidade. A nota diz que o ex-diretor sempre agiu com a “maior retidão perante a função que exercia”. O processo ainda corre na justiça, conforme informa o advogado dele, Romero Ferraz filho. Ele explica que ainda existe um recurso pendente de análise.

Operação da PF

Em relação a operação da PF, esta investiga corrupção e tráfico de influência para liberação de verbas públicas no MEC. Além de Ribeiro, Musse e Santos, o pastor Arilton Moura também foi detido por suspeitas dos mesmos crimes. As prisões ocorreram durante a Operação Acesso Pago e alguns investigados já foram liberados, nesta quinta-feira (23) – Luciano ainda aguarda, na Superintendência da PF, em Brasília.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Pará, além de medidas cautelares, como proibição de contatos entre os investigados.

Segundo as apurações, os envolvidos utilizavam a influência no Ministério para conseguir liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao MEC. As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal. As investigações estão sob sigilo.

Defesa de Luciano Musse

Advogado de Luciano, Zoser Hardman informou que o cliente dele deve ser solto a qualquer momento, uma vez que a prisão foi ilegal. “A prisão foi desconstituída pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região, em irretocável decisão proferida pelo Eminente Desembargador Federal Ney Bello que reconheceu a ilegalidade da medida em Habeas Corpus impetrado pela defesa do ex-ministro Milton Ribeiro, com extensão dos efeitos aos demais custodiados”, disse ao Mais Goiás.