Mãe e padrasto são suspeitos de maus-tratos e morte de criança de 1 ano em Jataí (GO)

Segundo a Polícia Civil, o padrasto agredia a criança constante, com o consentimento da mãe da vítima

A Polícia Civil procura mãe e padrasto suspeitos de maus-tratos e morte de uma criança de 1 ano, em Jataí, na região Sudoeste de Goiás. (Foto: divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil procura mãe e padrasto suspeitos de maus-tratos e morte de uma criança de 1 ano, em Jataí, na região Sudoeste de Goiás. (Foto: divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil procura mãe e padrasto suspeitos de maus-tratos e morte de uma criança de 1 ano, em Jataí, na região Sudoeste de Goiás. O crime ocorreu em fevereiro de 2022 e o resultado das investigações foi divulgado à imprensa na quinta-feira (5/5). As apurações apontam que Jaredy Wanderley da Silva, 26, agredia constantemente o pequeno Henry Gabriel, com o consentimento da mãe da vítima, Brenda Cristina Vidal Marin, 27.

Conforme informações da PC, o casal era tido como suspeito desde o início das investigações. A criança foi levada ao hospital no dia 5 de fevereiro e morreu três dias depois. Na ocasião, a mãe e o padrasto informaram que a vítima havia caído da cama.

Apesar das alegações dos suspeitos, os exames periciais constataram que Henry foi vítima de agressão por vários dias, já que possuía diversas lesões e fraturas na boca, mandíbula, tórax, cabeça e braços. Segundo a Polícia, o menino teve traumatismo craniano provocado por algum instrumento contundente (pedaço de madeira, martelo, etc) ou até mesmo por meio de socos desferidos por Jaredy.

Ainda de acordo com a corporação, após a morte de Henry, a mãe e o padrasto fugiram da casa em que moravam em Jataí, deixando móveis, roupas e diversos pertences pessoais. Eles foram indiciados pelo crime de maus-tratos com resultado morte, que tem pena de até 12 anos de reclusão.

As imagens e qualificações dos indiciados estão sendo divulgadas em razão da primazia do interesse público sobre o particular, em conformidade com os ditames da lei nº 13.869/2019 e portaria nº 02/2020 da PC/GO, no caso em questão, tendo em vista a existência de Mandados de Prisão em desfavor dos investigados e a condição de foragidos, buscando assim auxiliar na localização e prisão de ambos.