Médico afirma que chance de sobrevivência de siamesas é de 1%

"Hoje, se desligarmos os aparelhos, elas não resistem. Por isso, cada minuto é importante para elas”, diz o médico


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As gêmeas siamesas Anny Beattriz e Anny Gabrielly, que nasceram unidas pelo tórax e foram separadas em uma cirurgia de urgência, em Goiânia, continuam em estado gravíssimo. Segundo o cirurgião Zacharias Calil, responsável pelo procedimento, as chances de sobrevida no pós-operatório já são menores do que 1%.

De acordo com o médico, as irmãs dividiam o fígado e tinham dois corações, interligados entre si. Além disso, Anny Beattriz possuía dois rins e Anny Gabrielly, apenas um. “As condições delas eram muito ruins e, na última sexta-feira, pioraram ainda mais. Elas estavam azuladas e, se a cirurgia não tivesse sido feita, não teriam sobrevivido a mais 48 horas”, relata.

O cirurgião afirma que o ideal seria que elas tivesses passado pela separação entre seis meses e um ano de vida. “Infelizmente, não deu para esperar e, pelo fato delas serem tão novas, não completaram nem um mês de vida ainda, tudo foi mais complicado”, destacou.

Calil ressaltou que não há como prever como será o futuro das siamesas. “Hoje, se desligarmos os aparelhos, elas não resistem. Por isso, cada minuto é importante para elas”.