Menino de 2 anos que precisa de medula óssea consegue doadores: ‘estamos radiantes’

Campanha nas redes sociais que viralizou e recebeu o apoio de artistas como Neymar, a dupla Cleber e Cauan, Felipe Araújo e Cesar Menotti

O pequeno Daniel Guimarães, de 2 anos, conseguiu doadores de medula óssea para um transplante
O pequeno Daniel Guimarães, de 2 anos, conseguiu doadores de medula óssea para um transplante (Foto: Reprodução - Arquivo Pessoal)

O pequeno Daniel Guimarães, de 2 anos, conseguiu doadores de medula óssea para um transplante. A família do menino, que mora em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, realizou uma campanha nas redes sociais que viralizou e recebeu o apoio de artistas como Neymar, a dupla Cleber e Cauan, Felipe Araújo e Cesar Menotti, da dupla com Fabiano. A boa notícia foi dada através de uma rede social usada pela família para pedir ajuda no tratamento, na tarde desta quarta-feira (22). “O melhor presente de Natal chegou!”, anunciaram os pais.

“A gente estava saindo do hospital, acabamos de fazer a coleta do Iél e eles ligaram para a gente voltar para o hospital, sabem por que? Temos doadores!”, diz a mãe de Daniel, Thirzzia Guimarães, contente no vídeo publicado.

Ao Mais Goiás o pai de Daniel, Leonardo Câmara, disse que a notícia renovou as esperanças de toda a família e amigos. “Estamos radiantes. Ontem (22) foi um dia muito feliz para a gente. Renovamos nossas esperanças. Ele está bem. Hoje um pouco mole, com sono… Tudo em função da anestesia para o procedimento de mielograma [ exame de avaliação da medula óssea ]”, afirmou Leonardo.

 

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O futuro de Daniel

Segundo a enfermeira Lívia Guimarães, tia do menino, o momento é de muita gratidão e felicidade. No entanto, é também um momento de muita oração e torcida, para que os doadores compatíveis atendam às ligações do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e possam prosseguir com os procedimentos do transplante.

Apesar da compatibilidade entre Daniel e os doadores terem sido confirmadas, Lívia explica que ainda será necessário realizar alguns processos, como exames que chequem a boa condição do doador de realizar o transplante. Além disso, há também o processo de cirurgia pela frente.

Menino de 2 anos que precisa de medula óssea conseguiu doadores: 'estamos radiantes'

Menino de 2 anos que precisa de medula óssea conseguiu doadores: ‘estamos radiantes’ (Foto: Reprodução – Arquivo Pessoal)

As doações não podem parar

Ainda que Daniel tenha conseguido doadores, a família segue na campanha de doação de medula óssea. “Felicidade é felicidade compartilhada. Nossa meta é lotar os hemocentros de doações como forma de agradecimento”, disse a mãe do menino.

Lívia diz que, desde que a campanha começou, tem utilizado o carro próprio para levar as pessoas para o Hemocentro de Rio Verde para realizar o cadastro no sistema. “Não é preciso ser doador de Rio Verde ou Brasília. Pode ser de qualquer lugar do país. A pessoa faz o cadastro, que fica no sistema nacional e cruza com dados de pessoas que precisam da doação, como o Daniel. Quanto mais gente doar, mais chance meu sobrinho terá”.

Como doar medula óssea?

Para se cadastrar como doador de medula óssea é preciso procurar o Hemocentro mais próximo e fazer um registro. Será feito uma coleta de 5 ml de sangue para fazer a análise genética.

A partir daí, os dados são colocados em um sistema nacional. Caso haja compatibilidade entre o doador e alguma pessoa que está na fila de transplante, o hemocentro entra em contato para ser feito o transplante.

A chance de se achar um doador compatível é de 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais pessoas se colocarem à disposição, mais fácil é encontrar alguém que possa ser correspondente. Quem já tem cadastro, é importante verificar se ele está com telefones e endereços atualizados.

Relembre a história da Daniel

A criança foi diagnosticada com a doença há pouco mais de um ano, em outubro de 2020. Desde então, ele faz tratamento com quimioterapia.

Na última semana, porém, um exame apontou que a doença de Daniel não recuou e vem avançando. A mulher conta que, até então, o sobrinho tinha outras possibilidades de cura. “No entanto, com o avanço da doença, os médicos informaram que a única e última chance de cura é o transplante de medula óssea”, disse.

A tia da criança afirma que a família tem boa expectativa quanto à doação de medula óssea e quanto à recuperação do menino. “A gente acredita na cura. Temos fé, por isso peço a ajuda de todos. Precisamos que as pessoas embarquem nessa causa e ajudem a salvar meu sobrinho”, pediu emocionada.