Modelo é presa suspeita de aplicar golpes em clientes por redes sociais

Segundo a polícia, ela vendia produtos importados por meio de seus perfis.


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Foi através da denúncia de um homem que comprou pela Internet um celular de R$ 2 mil e não recebeu o aparelho que a Polícia Civil prendeu, em Goiânia, uma mulher que é apontada como uma das maiores estelionatárias do Brasil.

Loira, de corpo escultural e sempre bem vestida, Bruna Cristine Meneses, 25, também conhecida como “a Barbie golpista”, é suspeita de ter feito mais de 300 vítimas em todo o Brasil, causando um prejuízo superior a R$ 500 mil.

Desde abril que agentes da Delegacia de Defesa do Consumidor vinham investigando a suposta modelo, que criou, na Internet, a página “Importados Bruh” onde oferecia produtos de beleza e aparelhos eletroeletrônicos.

Após receber pela venda de produtos que nunca eram entregues, uma vez que não existiam, Bruna simplesmente deletava a página, e em seguida criava outra com um nome diferentes, mas sempre com a mesma foto.

Em alguns casos, a golpista, quando era descoberta e questionada pelas vítimas, fazia piadas e afirmava que nunca seria presa por ter “um Orixá forte”. Vítimas da falsa modelo criaram a página “Brunagolpista” no Instagram, que já conta com mais de dois mil membros. Somente nas últimas 24 horas, 20 vítimas estiveram na Decon para denunciá-la, mas a suspeita do titular daquela Especializada, Delegado Eduardo Prado, é que esse número só em Goiás seja superior a 100.

“Há muitos casos registrados também no Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, e desde ontem cedo quando prendemos ela até agora, meu celular não parou de tocar um só minuto, hora recebendo ligações, outras mensagens de vítimas da Bruna. Isso antes mesmo do caso ter sido divulgado pela imprensa” relatou.

Pesa também contra Bruna Cristine a acusação de extorsão contra homens casados com quem ela se relacionou e afirmava ter filmado encontros íntimos, e também a de fingir um tratamento de câncer para arrancar dinheiro de um ex-namorado, que contou por telefone ao delegado ter repassado a ela R$ 20 mil para a suposta compra de remédios.

Quando presa em um apartamento de luxo no Jardim Goiás, alugado por ela há 30 dias pelo valor de R$ 1.500,00 mensais, a falsa modelo entregou aos policiais a identidade de uma prima, mas desmascarada relatou o verdadeiro nome e confessou os golpes, que segundo ela começaram a ser praticados há cinco meses.

Presa por força de um mandado de Prisão Preventiva, Bruna Meneses responderá por Estelionato, crime que prevê de um a cinco anos de reclusão.