Mulher é presa suspeita de envenenar companheiros e colega de trabalho no Rio de Janeiro

Contra a mulher já havia um mandado de prisão preventiva em aberto por tentativa de homicídio

Mulher é presa suspeita de envenenar companheiros e colega de trabalho no Rio de Janeiro
Mulher é presa suspeita de envenenar companheiros e colega de trabalho no Rio de Janeiro - (Foto: Pixabay)

Guilhermina Quintana Rodrigues, suspeita de envenenar dois companheiros, foi presa nesta quarta-feira (12), no bairro Alto da Serra, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ela estava em casa, e segundo os policiais havia um mandado de prisão preventiva em aberto por tentativa de homicídio. Um dos homens sobreviveu. O outro acabou morrendo. Ela também é suspeita de matar uma colega de trabalho após dopá-la para furtar dinheiro, cartões e cheques.

Um dos casos ocorreu em 18 de agosto de 2019. Marcos Paulo da Silva Rodrigues, que tinha um relacionamento com Guilhermina, foi levado para a UPA do Centro de Petrópolis desacordado e em estado grave. Segundo as investigações, o médico que atendeu Marcos Paulo relatou a uma amiga da vítima que ele havia ingerido grande quantidade de algum medicamento tranquilizante.

Em seu depoimento, Marcos disse que acreditava estar sendo dopado por Guilhermina, uma vez que, após o início do relacionamento, seu salário foi retirado da conta. Além disso, ele observou compras em seu cartão de crédito que não reconhecia. Ele disse acreditar que vinha sendo “apagado” para que ela usasse os seus cartões bancários.

Mulher era investigada em dois inquéritos

De acordo com os investigadores, a mulher já era investigada em outros dois inquéritos por fazer o mesmo com um ex-companheiro e uma colega de trabalho, que morreram.

Aicarde Pravitz, de 64 anos, morreu após alguns episódios de internação em unidades de saúde de Petrópolis. A vítima se relacionou por cinco anos com a mulher e teve uma filha. Após a morte suspeita de Aircarde, foi constatado que havia presença da quetiapina em suas vísceras, e é usada no tratamento de esquizofrenia e bipolaridade. Ele não tinha qualquer problema de saúde que justificasse o uso do medicamento.

Guilhermina já foi indiciada por homicídio e teve a prisão preventiva pedida à Justiça. A mulher é acusada de matar, com excesso de tranquilizante, Sônia Maria de Aguiar Gomes dos Santos, uma colega de trabalho. Ambas trabalhavam no posto de saúde da Mosela, em Petrópolis, assim como Aicarde. Em um dos episódios, em novembro de 2014, Sônia teve um mal súbito e perdeu a consciência após ter bebido um suco oferecido por Guilhermina. A vítima foi encontrada desacordada no terminal rodoviário de Petrópolis.