ESTADOS UNIDOS

Policial penal conhecido como ‘Bonitão’ é preso nos Estados Unidos

Bonitão, apelido do policial penal Luciano de Lima Fagundes, é suspeito de ter ligação com Comando Vermelho e de beneficiar traficante

Agentes do Drug Enforcement Administration (DEA), órgão vinculado ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, prenderam na sexta-feira (24) o policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, que pertence às forças de segurança pública do Rio de Janeiro. Luciano é conhecido como Bonitão e é suspeito de agir com a intenção de atrasar a extradição do traficante internacional de drogas Gerel Lusiano Palm.

Palm é nascido em Curaçao, foi condenado por homicídio na Holanda e na época estava sendo investigado pela polícia antidrogas dos EUA. O objetivo de Bonitão era retardar a extradição até que o criminoso conseguisse asilo no Brasil.

Segundo a polícia, Luciano dizia estar em contato com o “homem de Brasília” e recebeu adiantado R$ 15 mil com a promessa de receber R$ 150 mil pagos pela advogada Patrícia caso desse certo o cancelamento do processo de extradição. Gerel foi preso pela Interpol no Rio de Janeiro, em 2021. Desde então, está no sistema penitenciário do RJ e não foi extraditado.

Bonitão mora em Orlando, no sul dos Estados Unidos, e trabalha em uma loja de materiais esportivos. A polícia norte-americana desconfia que o policial penal tenha lidgação com o Comando Vermelho. Embora esteja morando em território americano, ele continua a receber salários do governo do Rio (R$ 2,9 mil em fevereiro) e do Instituto de Assistência dos Servidores (R$ 3,2 mil).

Segundo o G1, Bonitão atuou como segurança de jogadores de futebol no início da década de 2010. Principalmente de atletas brasileiros que atuaram na Rússia. Chegou a ser preso em 2014, na Maré, apontado como informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P. Ele seria o elo entre Menor P e o ex-chefe do tráfico na Rocinha, Antonio Bonfim Lopes, o Nem, mas recorreu em liberdade.

Condenado, Luciano Pinheiro cumpriu pena. O policial penal obteve ainda na Justiça a reabilitação criminal.

Em agosto de 2021, Bonitão virou alvo de investigação da Secretaria de Administração Penitenciária do RJ. O faraó dos bitcoins, Glaidson Acácio estava em período de quarentena na prisão quando recebeu, segundo a corregedoria da pasta, quatro pessoas no presídio: dois funcionários públicos e duas pessoas que têm negócios com G.A.S..