Presidente do Museu do Louvre pede demissão quatro meses após roubo
Em comunicado, governo da França afirmou que museu do Louvre precisa de novo impulso para encaminhar projetos de segurança

(Folhapress) A presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars, apresentou sua renúncia, anunciou nesta terça-feira (24) o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, que a aceitou para dar um “novo impulso” à instituição, abalada por um espetacular roubo de joias em outubro.
“O chefe de Estado aceitou a renúncia, saudando um ato de responsabilidade em um momento em que o maior museu do mundo precisa de tranquilidade e de um novo impulso para realizar grandes projetos de segurança e modernização, assim como o projeto ‘Louvre – Novo Renascimento'”, afirmou a presidência em comunicado.
Emmanuel Macron “agradeceu por sua atuação e seu empenho nos últimos anos e, apoiando-se em sua expertise científica incontestável, desejou confiar-lhe uma missão no âmbito da presidência francesa do G7 sobre a cooperação entre os grandes museus dos países envolvidos”, prossegue o Eliseu.

O popular museu parisiense está envolto em controvérsias desde 19 de outubro, quando ocorreu o roubo de joias, além de problemas com vazamentos de água, greves de funcionários e fraude na venda de ingressos.
No ano passado, à luz do dia, quatro homens utilizaram um elevador de carga e uma minisserra elétrica para cometer o crime, numa ação que durou apenas sete minutos.

O acervo levado incluía peças que pertenceram à imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão Bonaparte, além de joias de Hortênsia, enteada do imperador e rainha da Holanda, e de Maria Amélia, esposa do rei Luís Felipe e última rainha da França. As joias têm valor estimado em US$ 102 milhões (R$ 549 milhões).
O episódio levantou dúvidas sobre a credibilidade do museu mais visitado do mundo como guardião de suas inúmeras obras. De 15 a 18 de dezembro, os funcionários do Louvre entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho e recursos adicionais de segurança.
O caso ocorreu um mês depois de outros roubos em museus franceses —pepitas de ouro desapareceram do Museu de História Natural de Paris e porcelanas chinesas foram levadas de um museu em Limoges.