Trump convida Lula para integrar conselho internacional de reconstrução de Gaza
Até o momento, o Palácio do Planalto ainda não confirmou se o convite será aceito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar de um conselho de paz voltado à reconstrução da Faixa de Gaza. O convite foi encaminhado via embaixada brasileira em Washington e visa integrar o Brasil em um colegiado que supervisionará a administração temporária e o auxílio humanitário na região, severamente afetada por conflitos recentes. Até o momento, o Palácio do Planalto ainda não confirmou se o convite será aceito.
A iniciativa, liderada diretamente pela Casa Branca, conta com a participação de figuras políticas de relevância global, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O presidente da Argentina, Javier Milei, também foi convidado e utilizou suas redes sociais para divulgar o chamado. O grupo faz parte de um plano estratégico dos EUA para consolidar o encerramento das hostilidades no Oriente Médio após a intermediação de um cessar-fogo entre Israel e Hamas.
O principal objetivo do órgão, conforme definido por Trump, é auxiliar na recuperação da infraestrutura devastada e garantir uma governança estável durante o período de transição. A criação deste conselho é um dos pilares do pacote de medidas dos Estados Unidos para garantir que a trégua na região seja duradoura e que a assistência internacional chegue de forma coordenada às populações atingidas pelos ataques militares.
Diplomaticamente, o convite sinaliza uma fase de maior pragmatismo e reaproximação entre Brasília e Washington. A relação entre os dois países apresentou melhoras recentes após a retirada de tarifas extras que incidiam sobre o café e as carnes brasileiras. Além disso, o governo americano removeu o nome do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, eliminando um importante ponto de atrito institucional.
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