Trump diz ao New York Times que seu poder global é limitado apenas por sua ‘própria moralidade’
Trump deixou claro que seria o árbitro de quaisquer limites às suas autoridades

Em entrevista ao New York Times na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o exercício de seu poder como comandante-em-chefe é limitado apenas por sua “própria moralidade”, indicando que ele próprio define quando restrições como o direito internacional se aplicam às ações do país.
Questionado sobre limites às suas autoridades, Trump declarou: “Sim, há uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me impedir. Não preciso do direito internacional. Não quero ferir ninguém”. Ao ser indagado se o governo deveria obedecer às normas internacionais, respondeu que sim, mas acrescentou: “Depende da sua definição de direito internacional”.
Durante a entrevista, Trump indicou que considera legítimo usar instrumentos militares, econômicos e políticos para exercer pressão sobre outros países. Ele citou ações recentes do governo e mencionou conversas com líderes estrangeiros, entre eles o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que expressou preocupação com declarações do presidente americano sobre a região.
Trump também comentou planos envolvendo a Groenlândia, território sob administração da Dinamarca, e disse que a posse do território seria “psicologicamente necessária para o sucesso”, afirmando: “Porque é o que eu sinto que é psicologicamente necessário para o sucesso. Acho que a propriedade lhe dá algo que você não consegue, seja por meio de um arrendamento ou de um tratado”.
Na entrevista, o presidente voltou a tratar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e afirmou que foi responsável por pressionar países membros a ampliar seus investimentos em defesa. Ele também comentou o acordo de controle de armas nucleares com a Rússia, que está perto de expirar, e disse: “Se expirar, expira. Simplesmente faremos um acordo melhor”.
Ao falar sobre China e Rússia, Trump afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, não tomaria medidas contra Taiwan durante o seu mandato. “Ele pode fazer isso depois que tivermos um presidente diferente, mas não acho que ele fará isso comigo como presidente”, declarou.
No cenário interno, Trump disse que decisões judiciais só podem limitar sua agenda “sob certas circunstâncias” e indicou que poderia recorrer a outros instrumentos legais caso medidas como tarifas sejam contestadas. Ele também mencionou a possibilidade de invocar a Lei de Insurreição para empregar forças armadas dentro do país, afirmando: “Não senti realmente necessidade de fazer isso”.