Agência O Globo

Na Praia de Copacabana, Rio de Paz faz manifestação pelos quase 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil

ONG também crítica a administração do poder público durante a pandemia do novo coronavírus

Na Praia de Copacabana, Rio de Paz faz manifestação pelos quase 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil
Na Praia de Copacabana, Rio de Paz faz manifestação pelos quase 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil

A ONG Rio de Paz realizou na manhã deste sábado, dia 8, um protesto em memória dos quase 100 mil brasileiros mortos pelo novo Covid-19, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O grupo também faz críticas contra a administração do poder público durante a pandemia.

”Quando o Brasil chega à triste estatística de 100 mil brasileiros mortos pela Covid-19, o Rio de Paz pergunta: por que somos o segundo país em número de mortos? A frase está num cartaz de dois metros fixado na areia da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã deste sábado”, escreveu a ONG no Instagram.

A manifestação da Rio de Paz foi realizada em conjunto com o Departamento de Informação Pública da ONU, e seguiu até às 11h. A ação, que começou às 6h da manhã, foi montada em frente ao Copacabana Palace, na Praia de Copacabana. Ao todo, mil balões de gás biodegradáveis e cem cruzes foram espalhadas pela areia.

Durante o protesto, um homem que passeava pelo calçadão acabou questionando o taxista Márcio Antônio do Nascimento Silva, participante da dramatização, sobre o número de mortos por Covid-19. ”A fake news mente em cima dos números”, alegou o homem.

Márcio, que perdeu o filho para a Covid-19, mostrou uma foto com o jovem, de 25 anos, ao crítico: ”Eu estou mentindo? Esse é meu filho. Morreu de Covid-19. É um número”. Em junho, o taxista também participou do protesto da ONG e chamou atenção por arrumar as cruzes na areia depois que um senhor contrário ao protesto as derrubou.

”Márcio Antônio teve um filho morto pela Covid-19. Por isso, sua atitude indignada naquela manifestação (de junho). No próximo domingo, pela primeira vez, ele não terá a sua companhia no Dia dos Pais”, explicou a Rio de Paz nas redes sociais.

“Poder público e sociedade precisam responder a uma questão para a qual nos remetem as 100 mil mortes por coronavírus: por que somos o segundo país em número de mortos? Da resposta racional, isenta e honesta a essa pergunta dependem as mudanças pelas quais o Brasil precisa passar a fim de vivermos num país no qual a santidade da vida humana seja respeitada”, afirma Antônio Carlos Costa, presidente do Rio de Paz.

Na manhã deste sábado, o Brasil chegou a marca de 99.743 mortos pelo novo coronavírus, sendo 1.903 nas últimas vinte e quatro horas. Os números são do boletim das 8h do consórcio de veículos de imprensa.