Pai de Jairinho, suspeito de matar Henry, assume cadeira na Assembleia do Rio

Ele não comentou a situação do filho, que está preso

Pai de Jairinho, suspeito da morte de Henry, assume cadeira na Assembleia do Rio
Pai de Jairinho, suspeito da morte de Henry, assume cadeira na Assembleia do Rio (Foto: Alerj)

O deputado estadual Coronel Jairo (Solidariedade) assumiu em definitivo uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele é pai do ex-vereador Jairinho, preso pela morte do menino Henry, de quatro anos.

Jairo assume o cargo em definitivo após a cassação do colega de partido, Vandro Família. Ele foi removido do cargo por distribuir cestas básicas nas eleições de 2018.

Trata-se do quinto mandado de Coronel Jairo, que já estava no cargo com a saída de Rodrigo Bacellar (Solidariedade), que assumiu a pasta de Governo no estado. Ao UOL, o pai de Jairinho afirmou que já assumiu como suplente, antes. “Na prática, nada muda.”

Ele não comentou a situação do filho.

Caso Henry Borel

Em 8 de março desse ano, Henry Borel, de 4 anos, morreu na casa onde morava com a mãe e o padrasto. O casal afirmou que o menino teria sofrido um acidente doméstico ao cair da cama, porém a perícia constatou 23 lesões causadas por agressões no corpo da criança.

De acordo com o Ministério Público, o casal é o responsável pela morte do menino. Os dois estão presos acusados de tortura e homicídio triplamente qualificados. Jairinho segue detido no Presidio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8. A professora Monique também está detida no Complexo Penitenciário. Novas audiências estão marcadas para dezembro.

Mãe de Henry continua presa

Na quarta-feira (24), o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a mãe do menino Henry BorelMonique Medeiros da Costa e Silva, presa. A decisão foi do ministro Edson Fachin, que negou a liminar para a defesa da ré, que é acusada junto com o ex-namorado, o médico e ex-vereador do Rio de Janeiro, Jairo Souza Santos Júnior – o Jairinho -, pela morte do filho dela, que ocorreu em março deste ano.

Relator do processo, Fachin entendeu que não se verificava plausibilidade jurídica e a possibilidade de lesão irreparável ou de difícil reparação.

“Sem que concorram esses dois requisitos, essenciais e cumulativos, não se legitima a concessão da medida liminar. Num juízo de cognição sumária, próprio desta fase processual, não depreendo ilegalidade flagrante na decisão atacada a justificar a concessão da liminar. Outrossim, o deferimento de liminar em reclamação constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou”, escreveu.